SUSTENTABILIDADE HIDROLÓGICA E DIMENSIONAMENTO DE CISTERNAS: IMPACTO NA SEGURANÇA SANITÁRIA - SEMIÁRIDO DO EESTADO DE PERNAMBUCO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-032Palavras-chave:
Sustentabilidade Hídrica, Cisterna, Semiárido, Índice de Falha, Saúde da FamíliaResumo
O problema da escassez hídrica é um limitador global ao desenvolvimento, sendo particularmente acentuado no semiárido do Nordeste brasileiro, que apresenta baixa precipitação anual (entre 400mm e 900mm) e alta variabilidade climática. Este estudo teve como objetivo quantificar a confiabilidade hidrológica de cisternas de placa com 16m³ de volume para o abastecimento de comunidades rurais difusas em Pernambuco. A análise da sustentabilidade operacional foi conduzida por um modelo de balanço hídrico sequencial, utilizando séries históricas de precipitação de até 73 anos de 280 postos pluviométricos da SUDENE. Os critérios de projeto incluíram uma área mínima de captação de telhado de 40m² e o desempenho foi avaliado pelo índice de falha no tempo para diferentes cenários de demanda. Os resultados demonstram que, hidrologicamente, a infraestrutura de 16 m³ é inviável para atender ao consumo de 100 litros/dia (padrão ONU), devido às elevadas taxas de falha. A viabilidade é estritamente condicionada a uma retirada diária inferior a 50 litros/dia. Contudo, falhas operacionais significativas (acima de 30% do tempo) persistem em 34 municípios, o que exige a adoção de estratégias de mitigação, como o uso de múltiplas cisternas em microclimas. Conclui-se que o sucesso do programa depende da implementação obrigatória de mecanismos de filtragem e desinfecção (cloração) e de um programa de gestão do consumo alinhado ao limite sustentável de 50L/dia. Tais medidas são vitais para a manutenção da qualidade da água e para a mitigação do risco sanitário e da mortalidade infantil por doenças de veiculação hídrica na região.
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Referências
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