CONTRIBUIÇÕES DA FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: COMPROMISSO COM UMA PRÁTICA NÃO MEDICALIZANTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-151Palavras-chave:
Imaginação, Criatividade, Experiência, Infâncias, CulturaResumo
Considerando a importância de se perseguir objetos e objetivos comuns da Fonoaudiologia e da Educação Infantil, com vistas a estabelecer um compromisso mútuo de práticas não medicalizantes, o presente ensaio inicia discorrendo sobre o conceito de saúde ampliado e situando o fonoaudiólogo educacional como um profissional do cuidado, cujo dever é oferecer escuta, olhar e acolhida a angústias e sofrimentos gestados nas instituições educacionais, com vistas a potencializar os processos de ensino e aprendizagem. Na sequência, são apresentados alguns equívocos da atuação dos profissionais de saúde quando pautada nos mitos de produtividade, homogeneidade e individualidade, com consequente medicalização do ensino e distanciamento dos reais apelos da educação e, portanto, sem possibilidade de promover qualquer mudança. Em seguida, aborda as experiências da infância como premissa e diretriz dos documentos norteadores da educação infantil que deveriam, igualmente, servir de norte às ações da Fonoaudiologia Educacional que se pretende interdisciplinar. A partir dos documentos, são elencados pontos de fusão entre os dois campos de atuação e os desafios que se apresentam às duas áreas no que concerne à desmedicalização da infância e da educação na infância. Por fim, sugere uma parceria entre a Fonoaudiologia e a Educação Infantil sustentada pela leitura e ampliação dos campos de experiência das crianças pequenas, ao lado da promoção de vivências significativas que fomentem o repertório cultural, a curiosidade, a criação e a imaginação dessas crianças.
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