SEGURANÇA OBSTÉTRICA E INDICAÇÃO DE PARTOS CESÁREOS: VARIABILIDADE DE CONDUTAS E O RISCO DE NEAR MISS

Autores

  • Juliana da Costa Furtado
  • Ana Caroline de Oliveira Coutinho
  • Naiara Coelho Lopes
  • Jackson Roberto Sousa de Oliveira
  • Camila Ferreira Alves
  • Brenda Caroline de Andrade Camelo
  • Larissa de Andrade Silva Ramos
  • Edimara Estumano Farias
  • Keise Helaine Moreira da Silva Pinto
  • Francisco Alves Lima Júnior
  • Karla Vanessa Morais Lima
  • Marcus Vinicius Henriques Brito
  • Priscila Xavier de Araújo

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-044

Palavras-chave:

Segurança do Paciente, Partos Cesáreos, Near Miss, Comunicação Interprofissional, Protocolos Clínicos, Segurança Obstétrica

Resumo

Objetivo: Analisar a segurança obstétrica na indicação e condução dos partos cesáreos, com enfoque na identificação de preditores de risco clínico, na variabilidade de condutas assistenciais e no risco de ocorrência de near miss materno e neonatal. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e descritiva, realizada por meio de busca estruturada no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com delimitação amostral na Coleção LILACS Plus e na base de dados MEDLINE. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas inglês e português. A estratégia de busca utilizou o cruzamento dos descritores: Segurança do Paciente, Partos Cesáreos, Near Miss, Complicações do Trabalho de Parto, Maternidades e Serviços de Saúde Materno-Infantil. Resultados: A amostra final foi composta por 6 artigos científicos. A análise evidenciou que a presença de distúrbios hipertensivos (pressão sistólica pré-operatória elevada), o menor número de consultas de pré-natal e o prolongamento do tempo cirúrgico atuam como preditores diretos de maternal e neonatal near miss. Constatou-se uma forte associação entre as altas taxas de partos cesáreos e o aumento da morbidade grave quando há variabilidade de condutas e desestruturação de fluxos institucionais. Como principais barreiras de defesa, a literatura demonstrou o papel crítico da comunicação interprofissional assertiva e a eficácia de guias clínicos estruturados – como o protocolo SAVE baseado em acrônimos mnemônicos e comunicação em alça fechada – aliados a ferramentas de monitoramento contínuo, como o Termômetro de Segurança da Maternidade, essenciais para mitigar danos e guiar escolhas proporcionais ao risco. Conclusão: A segurança obstétrica nos partos cesáreos exige a superação da variabilidade assistencial e das falhas na transição do cuidado. Torna-se imperioso consolidar a cultura de segurança por meio do desenvolvimento de ambientes digitais interativos voltados à predição, ao manejo clínico e à qualificação do cuidado com abordagens estruturadas no período pré, intra e pós-operatório.

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Publicado

2026-06-08

Como Citar

Furtado, J. da C., Coutinho, A. C. de O., Lopes, N. C., de Oliveira, J. R. S., Alves, C. F., Camelo, B. C. de A., Ramos, L. de A. S., Farias, E. E., Pinto, K. H. M. da S., Lima Júnior, F. A., Lima, K. V. M., Brito, M. V. H., & de Araújo, P. X. (2026). SEGURANÇA OBSTÉTRICA E INDICAÇÃO DE PARTOS CESÁREOS: VARIABILIDADE DE CONDUTAS E O RISCO DE NEAR MISS. Revista De Geopolítica, 17(6), e2585. https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-044