DINÂMICAS TERRITORIAIS E SEUS IMPACTOS NA FUNCIONALIDADE ECOLÓGICA DO PARQUE MUNICIPAL DE PROTEÇÃO INTEGRAL ARARA-AZUL EM IMPERATRIZ/MA

Autores

  • Luiz Felipe Cristiano Silva
  • Ludimila Freire de Castro
  • Adna Abkeyla Rocha Silva
  • Daniel Carlos Machado
  • Rayane Reis Sousa
  • Ruth de Abreu Araújo
  • Patrícia Ferreira Cunha Sousa
  • Leanne Teles Pereira
  • Dalton Henrique Angelo
  • Thatyane Pereira de Sousa
  • Wilson Araújo da Silva
  • Cristiane Matos da Silva
  • Jonathan dos Santos Viana

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-071

Palavras-chave:

Análise Espacial, Conservação da Biodiversidade, Planejamento Ambiental

Resumo

A conservação da biodiversidade é intrinsecamente ligada à eficácia das Áreas Protegidas (APs), conforme diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Brasil. No Maranhão, a convergência de biomas (Amazônia, Cerrado, Mata dos Cocais) e as intensas pressões antrópicas (expansão agropecuária e urbana) tornam as Unidades de Conservação cruciais para mitigar impactos. Este estudo objetivou analisar as dinâmicas territoriais e seus impactos na funcionalidade ecológica do Parque Natural Municipal Arara Azul (Imperatriz, MA), um fragmento urbano sob intensa pressão, considerando que a mera criação de APs não garante sua efetividade sem critérios como conectividade e viabilidade. A metodologia envolveu a análise de imagens de satélite para mapear e classificar o uso e cobertura da terra, identificando padrões de alteração e isolamento ecológico no entorno do parque. A análise revelou três classes dominantes de uso da terra: urbana, preservação e pastagem. A expansão urbana, caracterizada pela impermeabilização do solo e baixa reflectância no infravermelho, demonstrou o crescente isolamento ecológico do parque e a intensificação de impactos como ruído e poluição. As áreas de pastagem evidenciaram a conversão da vegetação nativa para fins agropecuários, acentuando a fragmentação e a redução do fluxo gênico. Conclui-se que o Parque Arara Azul opera como um fragmento ecológico isolado em uma matriz urbana e agropecuária. Recomenda-se a implementação urgente de estratégias de manejo integrado, incluindo a criação de corredores ecológicos, para assegurar a conectividade e a funcionalidade ecológica desse importante remanescente de biodiversidade.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

BELTRÃO, M. G; GONÇALVES, C. F; BRANCALION, P. H. S. Priority areas and implementation of ecological corridor through forest restoration to safeguard biodiversity. Scientific Reports, v. 14, 30837, 2024.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Programa Nacional de Áreas Protegidas. [S. l.: s. n.], 2007.

BRASIL. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Brasília, 2000.

CALMON, M. Restauração de florestas e paisagens em larga escala: O Brasil na liderança global. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 73, n. 1, p. 9-14, jan/mar. 2021.

COZZOLINO, L. F. F. et al. Unidades de Conservação e desenvolvimento local: as APAs do Rio de Janeiro e seus processos de governança local. In: CONGRESSO ACADÊMICO SOBRE MEIO AMBIENTE DO RIO DE JANEIRO, 1., 2004, Rio de Janeiro. Anais [...] Rio de Janeiro, 2004.

DIAS, L. C. P; SOUZA, C. M; FERREIRA, M. P. Pasture expansion and forest fragmentation in Brazil: spatial patterns and conservation implications. Land Use Policy, v. 131, p. 106–126, 2023.

FERREIRA, A. J. A; TRINDADE JÚNIOR, S. C. C. O Zoneamento Ecológico-Econômico do Bioma Amazônico como instrumento de ordenamento territorial no Maranhão. Novos Cadernos NAEA, v. 26, n. 1, p. 169-193, 2023.

GANEM, R. S. Conservação da Biodiversidade: legislação e políticas públicas. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010. 437 p. (Série memória e análise de leis; n. 2).

GUERRA, A. J. T.; BOTELHO, R. G. M. Erosão dos solos. In: CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. (Org.). Geomorfologia do Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. p. 181-227.

IMESC. Catálogo das Unidades de Conservação Maranhenses São Luís: Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos, 2020.

LAURANCE, W. F., CAMARGO, J. L., LUIZÃO, R. C., LAURANCE, S. G., PIMM, S. L., BRUNA, E. M., LOVEJOY, T. E The fate of Amazonian forest fragments: a 32-year investigation. Biological Conservation, v. 144, p. 56–67, 2011.

MENDES, L. A. M. Unidades de Conservação em Áreas Urbanas: Desafios e Oportunidades da Conservação Diante da Expansão das Cidades. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.

MAWASS, W.; MATHESON, J; HERNÁNDEZ, U; BERG, J; MASEL, J. Extinction vortices are driven more by a shortage of beneficial mutations than by deleterious mutation accumulation. bioRxiv, 2025.

MARTINS, A. P.; GALVANI, E. Relação entre uso e cobertura da terra e parâmetros biofísicos no Cerrado Brasileiro. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 40, 2020.

PARREIRA, B. R., PEČNEROVÁ, P., TENSEN, L., ANINTA, S. G., BRÜNICHE-OLSEN, A., KHAN, A., HENNELLY, L. M. Q&A: inbreeding and its implications for conservation. BMC Biology, v. 23, n. 1, p. 1-6, 2025.

VITORINO, L. C; REIS, M. N; BESSA, L. A; SOUZA, U. J. B de; SILVA, F. G. Landscape and Climate Influence the Patterns of Genetic Diversity and Inbreeding in Cerrado Plant Species. Diversity, v. 12, n. 11, p. 421, 6 nov. 2020.

Downloads

Publicado

2026-02-17

Como Citar

Silva, L. F. C., de Castro, L. F., Silva, A. A. R., Machado, D. C., Sousa, R. R., Araújo, R. de A., Sousa, P. F. C., Pereira, L. T., Angelo, D. H., de Sousa, T. P., da Silva, W. A., da Silva, C. M., & Viana, J. dos S. (2026). DINÂMICAS TERRITORIAIS E SEUS IMPACTOS NA FUNCIONALIDADE ECOLÓGICA DO PARQUE MUNICIPAL DE PROTEÇÃO INTEGRAL ARARA-AZUL EM IMPERATRIZ/MA. Revista De Geopolítica, 17(2), e1577. https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-071