VIGILÂNCIA EM SAÚDE DA MULHER NO SUS: INTEGRAÇÃO ENTRE ATENÇÃO PRIMÁRIA E REDES DE CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-070Palavras-chave:
Atenção Primária, Políticas Públicas, Saúde da Mulher, Vigilância em Saúde, Redes de CuidadoResumo
A vigilância em saúde da mulher no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha papel estratégico na promoção, prevenção, monitoramento e cuidado integral, sendo essencial a integração entre atenção primária e redes de cuidado. Este estudo constituiu-se em uma revisão sistemática da literatura, considerando publicações nacionais e internacionais entre 2021 e 2026, com foco em artigos científicos, relatórios institucionais, diretrizes e documentos oficiais. O levantamento incluiu descritores relacionados à vigilância em saúde, atenção primária, redes de cuidado, participação social e políticas públicas de saúde da mulher, com critérios de inclusão e exclusão previamente definidos para garantir relevância e atualização das informações. Os resultados evidenciam que a atenção primária funciona como eixo central da vigilância, permitindo acompanhamento longitudinal das mulheres, execução de ações preventivas e integração com serviços especializados. A participação social emerge como fator crítico, fortalecendo o controle social, a corresponsabilidade e a contextualização das ações de saúde. Sistemas informatizados, como o SINAN e painéis de vigilância materna, permitem monitoramento contínuo, análise de dados e suporte à tomada de decisão baseada em evidências. Ainda assim, desafios estruturais e operacionais, como sobrecarga de trabalho, fragmentação de serviços e insuficiência de padronização de fluxos, limitam a efetividade das ações. Conclui-se que a vigilância em saúde da mulher no SUS depende da articulação de políticas públicas, capacitação profissional, participação comunitária e uso estratégico de tecnologias. Sugere-se, para pesquisas futuras, estudos longitudinais multicêntricos que avaliem o impacto da integração entre atenção primária e redes de cuidado sobre indicadores de saúde materna e ginecológica, contribuindo para aprimorar políticas e práticas do SUS.
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Referências
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