DOBUTAMINA NO MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS A PARTIR DE UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Bárbara Vilanova Bezerra
  • Mateus Vilanova Bezerra

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-156

Palavras-chave:

Insuficiência Cardíaca, Dobutamina, Inotrópicos, Hemodinâmica, Insuficiência Cardíaca Descompensada

Resumo

A insuficiência cardíaca descompensada representa uma condição clínica de elevada morbimortalidade, frequentemente associada à redução do débito cardíaco e à hipoperfusão tecidual, exigindo intervenções terapêuticas rápidas para estabilização hemodinâmica. Nesse contexto, a utilização de agentes inotrópicos, como a dobutamina, tem papel relevante no manejo de pacientes em estado de instabilidade cardiovascular. Objetiva-se analisar, por meio de uma revisão da literatura científica, os principais efeitos hemodinâmicos da dobutamina no tratamento da insuficiência cardíaca descompensada, bem como discutir suas indicações clínicas, benefícios terapêuticos e limitações. Para tanto, procede-se à realização de uma revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, considerando publicações entre os anos de 2013 e 2024, com a seleção final de 13 estudos que abordam o uso da dobutamina no manejo da insuficiência cardíaca. Desse modo, observa-se que a dobutamina apresenta efeitos significativos na melhora da contratilidade miocárdica e no aumento do débito cardíaco, contribuindo para a estabilização hemodinâmica em pacientes com insuficiência cardíaca aguda. Entretanto, a literatura também aponta possíveis limitações relacionadas ao uso prolongado do fármaco, incluindo risco de arritmias e aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio. Conclui-se que a dobutamina permanece como importante opção terapêutica no manejo da insuficiência cardíaca descompensada, sobretudo em cenários que exigem rápida intervenção hemodinâmica, devendo seu uso ser realizado de forma criteriosa e com monitorização clínica adequada.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

AMADO, V. M. et al. Choque cardiogénico: fármacos inotrópicos e vasopressores. Revista Portuguesa de Cardiologia, Lisboa, v. 35, n. 12, p. 681–695, 2016. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27836218/>. Acesso em 10 jan. 2026.

BISTOLA, V. et al. Inotropes in acute heart failure: from guidelines to practical use: therapeutic options and clinical practice. Cardiac Failure Review, London, v. 5, n. 3, p. 133–139, 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31768269/>. Acesso em 5 jan. 2026.

BONATTO, R. M. Dobutamina versus milrinona no paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida: como escolher? Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 32, n. 2, p. 1–7, 2022. Disponível em:<https://www.scielo.br/j/rba/a/fLMNbFPqfGLDvpZYPXVXPSQ/abstract/?lang=pt>. Acesso em 10 jan.2026.

CABRAL, L. S.; CAMPOS, A. M. Indicações do uso de dobutamina na enfermaria e pronto-socorro de cardiologia de um hospital público do Distrito Federal. Revista de Medicina, Brasília, v. 102, n. 1, p. 1–8, 2023. Disponível em:<https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60764>. Acesso em 10 jan. 2026.

GUERRA, A. C. et al. Impacto da dobutamina na estabilização hemodinâmica de pacientes em insuficiência cardíaca descompensada. Revista Científica Multidisciplinar, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 1–10, 2024. Disponível em:<https://www.journalmbr.com.br/index.php/jmbr/article/view/230>. Acesso em 7 jan. 2026.

MARCONDES-BRAGA, F. G. et al. Atualização de tópicos emergentes da diretriz brasileira de insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 116, n. 6, p. 1174–1212, 2021. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/abc/a/JFxSh5bVmzSnvxYMsF3P5kd/?lang=pt>. Acesso em 5 jan. 2026.

MCDONAGH, T. A. et al. ESC Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure. European Heart Journal, Oxford, v. 42, n. 36, p. 3599–3726, 2021. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34447992/>. Acesso em 3 jan. 2026.

PANSANI, C. A. et al. Terapia inotrópica em pacientes com insuficiência cardíaca crônica avançada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 120, n. 5, p. 1–10, 2023. Disponível em: <https://acervomais.com.br/index.php/medico/article/view/15039>. Acesso em 5 jan.2026.

PASSOS, L. C. S. et al. Há evidências favorecendo o uso de betabloqueadores e dobutamina na insuficiência cardíaca aguda? Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 24, n. 4, p. 401–408, 2012. Disponível em:<https://www.scielo.br/j/abc/a/XGBTrK4RTDDz9cBN87SCbgx/?format=html&lang=pt>. Acesso em 12 jan. 2026.

RANGEL, I. Inotrópicos na abordagem da insuficiência cardíaca aguda e sua repercussão renal. Revista Portuguesa de Cardiologia, Lisboa, v. 36, n. 2, p. 123–130, 2017. Disponível em: <https://www.revportcardiol.org/pt-inotropicos-na-abordagem-da-insuficiencia-articulo- S0870255117305462>. Acesso em 3 jan. 2026.

ROSSI NETO, J. M. et al. Insuficiência cardíaca aguda. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 115, n. 3, p. 453–459, 2020. Disponível em: <https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/08/1223873/3346286621594130571pdfpt03_re vistasocesp_v30_02.pdf>. Acesso em 5 jan. 2026.

SEGALLA, E.; BACAL, F. Guia do episódio de cuidado: insuficiência cardíaca descompensada. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 32, n. 1, p. 1–12, 2022. Dispoível em: <https://medicalsuite.einstein.br/pratica-medica/Pathways/Insufici%C3%AAncia-Card%C3%ADaca-Descompensada.pdf>. Acesso em 10 jan. 2026.

TARIQ, S.; ARONOW, W. S. Use of inotropic agents in treatment of systolic heart failure. Annals of Translational Medicine, Hong Kong, v. 3, n. 7, p. 1–7, 2015. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26690127/>. Acesso em 5 jan. 2026.

Downloads

Publicado

2026-03-23

Como Citar

Bezerra, B. V., & Bezerra, M. V. (2026). DOBUTAMINA NO MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS A PARTIR DE UMA REVISÃO DA LITERATURA. Revista De Geopolítica, 17(3), e1934 . https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-156