CONFLITO, RIVALIDADE MIMÉTICA E NÃO VIOLÊNCIA: A AMIZADE COMO HORIZONTE ÉTICO DA CONVIVÊNCIA

Autores

  • Antonio Coêlho Soares Junior
  • Joaquim Ribeiro de Souza Junior
  • Mariana Maria Pereira

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-171

Palavras-chave:

Amizade, Conflito, Ética Relacional, Mimese, Não Violência

Resumo

Este artigo examina, em perspectiva filosófica, o estatuto do conflito nas relações humanas e investiga em que medida a não violência pode interromper a lógica mimética que converte diferença em hostilidade. Parte-se da hipótese de que o conflito integra a condição relacional do ser humano e, por isso, não pode ser simplesmente eliminado da vida social. O problema surge quando ele é capturado pela reciprocidade violenta e pela rivalidade, produzindo formas de inimizade que degradam o vínculo com o outro. Com base em pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter teórico-conceitual, o texto articula contribuições de Jean-Marie Muller, René Girard, Georg Simmel, Zygmunt Bauman, Norberto Bobbio, José Maria da Silva Rosa e Liev Tolstói. Sustenta-se que a não violência não significa passividade, mas uma prática ética de resistência à violência sem sua reprodução. Conclui-se que a amizade pode ser compreendida como horizonte ético da convivência, na medida em que permite pensar relações marcadas por responsabilidade, reconhecimento e recusa da vingança.

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Referências

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Publicado

2026-03-25

Como Citar

Soares Junior, A. C., de Souza Junior, J. R., & Pereira, M. M. (2026). CONFLITO, RIVALIDADE MIMÉTICA E NÃO VIOLÊNCIA: A AMIZADE COMO HORIZONTE ÉTICO DA CONVIVÊNCIA. Revista De Geopolítica, 17(3), e1951. https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-171