O NOJO E SUAS FUNÇÕES ADAPTATIVAS: ENTRE A SOBREVIVÊNCIA E A REGULAÇÃO SOCIAL

Autores

  • Sergio Leal

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-081

Palavras-chave:

Nojo, Emoções Básicas, Contaminação, Regulação Social, Moralidade, Neurobiologia, Cultura, Saúde Mental

Resumo

O artigo analisa o nojo como uma emoção humana básica, a partir de suas dimensões biológica, psicológica e social. Inicialmente voltada à proteção contra patógenos, essa emoção se expandiu para regular fronteiras simbólicas, normas morais e relações interpessoais. O texto descreve diferentes modalidades — nojo básico, de violação corporal, interpessoal e moral — e examina seus correlatos neurobiológicos, processos cognitivos e manifestações comportamentais. Destaca-se o papel da cultura e da subjetividade na definição do que é percebido como repugnante, bem como as implicações clínicas, incluindo sua relação com transtornos ansiosos, depressivos e alimentares. Conclui-se que o nojo é central para a sobrevivência e para a organização social, mas também pode estar na base da exclusão e do preconceito.

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Publicado

2026-04-20

Como Citar

Leal, S. (2026). O NOJO E SUAS FUNÇÕES ADAPTATIVAS: ENTRE A SOBREVIVÊNCIA E A REGULAÇÃO SOCIAL. Revista De Geopolítica, 17(4), e2151 . https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-081