PRÁXIS CRÍTICA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: EPISTEMOLOGIA, ÉTICA E JUSTIÇA SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-169Palavras-chave:
Educação Matemática Crítica, Justiça Social, Linguagem, Inclusão, Práxis PedagógicaResumo
Este artigo discute a Educação Matemática a partir de uma perspectiva crítica, compreendendo-a como prática social, política e ética, indissociável das condições históricas e culturais nas quais se desenvolve. Fundamentado em autores como Paulo Freire, Ole Skovsmose, Ubiratan D’Ambrosio e Paola Valero, o estudo problematiza a concepção de neutralidade do conhecimento matemático e analisa suas implicações para a produção de desigualdades educacionais. Por meio de uma abordagem teórico-analítica, o texto articula epistemologia, linguagem e justiça social, defendendo que o ensino de Matemática deve promover a formação de sujeitos críticos, capazes de ler, interpretar e intervir na realidade. Discute-se, ainda, o papel da linguagem na construção de significados matemáticos e na constituição das subjetividades, bem como a importância de práticas pedagógicas inclusivas, contextualizadas e culturalmente situadas. Conclui-se que a práxis crítica em Educação Matemática constitui um caminho fundamental para a democratização do conhecimento, a valorização da diversidade e o fortalecimento de uma educação comprometida com a equidade e a transformação social.
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