A ESCOLA COMO MICROCOSMO DEMOCRÁTICO: PRÁTICAS INCLUSIVAS QUE TRANSFORMAM A EXCLUSÃO SOCIAL EM PERTENCIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-014Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Pertencimento Escolar, Democracia Pedagógica, Exclusão SocialResumo
A escola pública brasileira ocupa posição central no debate sobre democratização do acesso ao conhecimento e construção de vínculos de pertencimento entre estudantes historicamente marginalizados. Este estudo analisa a escola como microcosmo democrático, examinando de que modo práticas pedagógicas inclusivas reorganizam relações de poder e transformam dinâmicas de exclusão social em experiências concretas de pertencimento. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza básica e caráter exploratório, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sistemática em periódicos com classificação Qualis A1 e A2 da CAPES, publicados entre 2021 e 2024. Os resultados demonstram que a articulação entre currículo culturalmente orientado, gestão democrática e tecnologias assistivas produz condições objetivas para a superação de barreiras estruturais que obstaculizam a participação plena de estudantes com deficiência, dissidentes de gênero e grupos étnico-raciais sub-representados. As análises apontam que a legislação brasileira, embora ofereça arcabouço normativo robusto, não se converte automaticamente em práticas pedagógicas transformadoras, exigindo formação docente contínua e comprometimento institucional. O estudo contribui para o campo da educação inclusiva ao articular perspectivas teóricas complementares que sustentam a construção de uma escola genuinamente democrática.
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