FILOSOFÍA Y ENSEÑANZA DE LAS MATEMÁTICAS: DIÁLOGOS ENTRE EPISTEMOLOGÍA, ÉTICA Y ESTÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-168Palabras clave:
Educación Matemática, Filosofía, Lenguaje, Fenomenología, Ética y EstéticaResumen
Este artículo analiza los fundamentos filosóficos de la educación matemática, articulando las contribuciones de la epistemología, la fenomenología, la hermenéutica y la filosofía del lenguaje para comprender la enseñanza y el aprendizaje de las matemáticas como prácticas humanas, históricas y socialmente situadas. Comienza con una lectura crítica de las concepciones clásicas y contemporáneas del conocimiento matemático, problematizando los enfoques tecnicistas y positivistas aún presentes en el contexto escolar. Inspirándose en autores como Wittgenstein y Bajtín, las matemáticas se entienden como una práctica discursiva, en la que los significados se producen mediante el uso del lenguaje y la interacción social. Las contribuciones de la fenomenología y la hermenéutica permiten comprender el aprendizaje matemático como una experiencia interpretativa, en la que el sujeto atribuye significado a los conceptos en función de su experiencia y contexto sociocultural. El texto también incorpora las dimensiones éticas y estéticas de la enseñanza, destacando la responsabilidad y la sensibilidad del docente como elementos constitutivos de la práctica pedagógica. Finalmente, se analizan las perspectivas culturales y decoloniales que amplían la comprensión de las matemáticas escolares, reconociendo la pluralidad de conocimientos y racionalidades. Se concluye que una educación matemática con fundamentos filosóficos contribuye a la formación crítica, reflexiva e inclusiva de los individuos.
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