SÍFILIS GESTACIONAL COMO MARCADOR DE VULNERABILIDAD REPRODUCTIVA: UN ANÁLISIS TEMPORAL EN MUNICIPIOS DEL INTERIOR DE ESPÍRITO SANTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-036Palabras clave:
Enfermedad Infecciosa, Sífilis, Vigilancia EpidemiológicaResumen
La sífilis, una enfermedad infecciosa causada por Treponema pallidum, de transmisión sexual y transplacentaria, afecta particularmente a mujeres embarazadas e individuos inmunocomprometidos. El diagnóstico y el tratamiento son simples y seguros con penicilina. El personal de enfermería desempeña un papel fundamental en la prevención, el diagnóstico y el control de la enfermedad. El objetivo general de este estudio fue analizar las notificaciones de sífilis gestacional de 2012 a 2023 en los municipios de Alegre y Guaçuí en el estado de Espírito Santo. Específicamente, se buscó evaluar la distribución anual de las notificaciones de sífilis gestacional; investigar el perfil sociodemográfico de las mujeres embarazadas con sífilis con respecto a la edad, la raza, el nivel de educación, el municipio de residencia; y determinar la evolución clínica de los casos de sífilis en mujeres embarazadas notificadas en Alegre y Guaçuí. Se trata de un estudio transversal, exploratorio, descriptivo y cuantitativo de datos secundarios públicamente disponibles del Sistema de Información de Enfermedades de Notificación Obligatoria (SINAN) sobre notificaciones de sífilis en gestantes de 2012 a 2023. Los resultados mostraron variaciones en el número de casos de sífilis materna, con predominio en los años 2017 y 2018. La prevalencia más alta encontrada fue de 55 (72,4%) en gestantes de 15 a 19 años, 32 (42%) de raza mixta y 22 (29%) con educación primaria incompleta. En Alegre se destaca la fase primaria de la infección, mientras que en Guaçuí fue la fase latente. Por lo tanto, fue posible observar que los casos de sífilis gestacional se comportan de forma oscilante, sugiriendo fallas en la atención de salud. La falta de exhaustividad de los datos de notificación puede haber comprometido la identificación de patrones, aunque todavía demuestra la necesidad de implementar intervenciones efectivas para el control de la sífilis gestacional.
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