VIGILÂNCIA DE DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES: DESAFIOS PARA A SAÚDE GLOBAL E PARA A ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL

Autores

  • Vânia Cristina Ribeiro Brilhante
  • Dayvison Santos de Oliveira
  • Rita de Cássia Maia Rebelo
  • Mariana Elizabeth Lopes de Sales
  • Jeane da Silva Facioni
  • Tchescolly Dias Araujo
  • Micheline Santos da Fonseca
  • Valdemar Mendes de Morais Filho
  • Juliana Botelho Araújo
  • Michelle Barbosa Silva
  • Débora Teruko Kajitani Cruz
  • Arilana de Jesus Carretilha
  • Jander Marcus Cirino Lopes
  • Aline de Morais Gomes
  • Amanda Emanuele dos Santos Correa
  • Deivid Junio Guilherme De Lanes
  • Rafaela Baliot de Souza
  • Jhennifer Stefany Teles Gonçalves Meira
  • Anna Monise Rigon Von Heimburg
  • Jean-Claude Martins de Andrade
  • Tassyane Martins Bezerra
  • Sirlene de Miranda Julião
  • Júlia Roberta Silva Garcia
  • Eduardo Silva Rodrigues
  • Brayan Almeida Ferreira
  • Neide Garcia Ribeiro

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-069

Palavras-chave:

Doenças Emergentes, Vigilância Epidemiológica, Saúde Global, Equipe Multiprofissional, Saúde Pública

Resumo

A vigilância de doenças emergentes e reemergentes tem se consolidado como uma das principais estratégias para a proteção da saúde global diante de um cenário marcado por transformações ambientais, sociais e epidemiológicas. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios relacionados à vigilância dessas doenças e discutir a importância da atuação multiprofissional na construção de respostas mais eficazes. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão integrativa da literatura, com base em evidências científicas recentes provenientes de bases de dados internacionais. Os resultados apontam que fatores como alterações ambientais, intensificação do contato entre humanos e animais, mobilidade populacional e fragilidades nos sistemas de saúde têm contribuído para o aumento de doenças emergentes e reemergentes. Observa-se também a crescente complexidade do perfil epidemiológico, com a presença simultânea de diferentes agentes infecciosos, além do avanço da resistência antimicrobiana. Nesse contexto, a vigilância epidemiológica enfrenta desafios relacionados à integração de dados, uso de tecnologias e desigualdades estruturais entre países. Destaca-se, ainda, o papel fundamental da equipe multiprofissional no reconhecimento precoce dos agravos, no manejo clínico e na implementação de estratégias de prevenção. Conclui-se que o fortalecimento da vigilância em saúde, aliado à integração entre diferentes áreas do conhecimento e à cooperação internacional, é essencial para enfrentar os desafios atuais e futuros, contribuindo para a segurança sanitária global.

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Publicado

2026-04-17

Como Citar

Brilhante, V. C. R., de Oliveira, D. S., Rebelo, R. de C. M., de Sales, M. E. L., Facioni, J. da S., Araujo, T. D., da Fonseca, M. S., de Morais Filho, V. M., Araújo, J. B., Silva, M. B., Cruz, D. T. K., Carretilha, A. de J., Lopes, J. M. C., Gomes, A. de M., Correa, A. E. dos S., De Lanes, D. J. G., de Souza, R. B., Meira, J. S. T. G., Heimburg, A. M. R. V., … Ribeiro, N. G. (2026). VIGILÂNCIA DE DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES: DESAFIOS PARA A SAÚDE GLOBAL E PARA A ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL. Revista De Geopolítica, 17(4), e2126. https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-069