DETERMINANTES SOCIAIS DA VIA DE PARTO E PERFIL OBSTÉTRICO: EVIDÊNCIAS DE UM MUNICÍPIO BRASILEIRO COM BASE NO SINASC (2012-2022)
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-030Palavras-chave:
Declaração de Nascidos Vivos, Parto Normal, Parto ObstétricoResumo
Objetivos: Analisar o panorama dos partos e nascimentos em Guaçuí entre 2012 e 2022, enfocando as vias de parto, perfil epidemiológico das parturientes e boas práticas na assistência de enfermagem. Métodos: Pesquisa transversal, descritiva, quantitativa, baseada em dados do SINASC. Resultados: Dos 4.759 nascimentos analisados, 65% ocorreram por cesariana e 34% via vaginal. Mulheres com maior escolaridade apresentaram maior prevalência de cesárea (86%). Partos vaginais foram frequentes entre pretas e pardas (63%). O Grupo 1 da Classificação de Robson representou 21% dos nascimentos, e 63% dos recém-nascidos pesavam entre 3.000 e 3.999g. A vitalidade neonatal foi elevada, com Apgar ≥7 no 5º minuto em 98% dos cesáreos e 96% dos partos normais. A assistência pré-natal foi satisfatória, mas 28% das parturientes não informaram o número de consultas. Conclusão: O estudo destaca a influência dos determinantes sociais e clínicos nos desfechos obstétricos, reforçando o papel do enfermeiro na assistência ao nascimento.
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