INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E APRENDIZAGEM NO SÉCULO XXI: MEDIAÇÕES, POTENCIALIDADES E DESAFIOS FORMATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-006Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Aprendizagem, Mediação Pedagógica, Educação Contemporânea, Ética EducacionalResumo
A inteligência artificial vem se consolidando como uma das principais mediações tecnológicas dos processos de aprendizagem no século XXI, incidindo sobre modos de acessar informações, construir conhecimentos, produzir sentidos e interagir com o saber. Mais do que uma inovação instrumental, a IA opera como infraestrutura cognitiva, discursiva e pedagógica, reorganizando práticas educativas e exigindo revisão crítica dos fundamentos da escola contemporânea. Este artigo, de natureza teórica e fundamentado em revisão narrativa de literatura, discute como a inteligência artificial pode auxiliar os processos de aprendizagem dos estudantes, analisando simultaneamente suas potencialidades formativas e os desafios éticos, pedagógicos e cognitivos que emergem de sua incorporação ao contexto educacional. O referencial teórico articula contribuições de Vygotsky, Freire, Rojo, Lankshear e Knobel, Holmes e Tuomi, Selwyn, Noble e Benjamin, além de documentos internacionais sobre IA e educação. Argumenta-se que a IA pode favorecer personalização, mediação cognitiva, ampliação de repertórios e desenvolvimento da autonomia, desde que integrada a práticas pedagógicas intencionais, críticas e humanizadoras. Conclui-se que a aprendizagem mediada por IA exige centralidade da mediação docente, letramento digital crítico e compromisso com a formação integral dos estudantes, sob pena de intensificar desigualdades e reduzir a complexidade do ato educativo.