SUBJETIVIDADE, PODER E AUSÊNCIA DE CRITÉRIOS: DESAFIOS PARA A SISTEMATIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO EM BANCAS DE DOUTORADO

Autores

  • Victória Baía Pinto
  • Cileide Tavares Borges do Couto
  • Marenice Passos Miranda
  • Moisés Simão Santa Rosa de Sousa
  • Roseane Monteiro dos Santos
  • Cícero Pereira Batista Damasceno
  • Éder do Vale Palheta
  • Ricardo Figueiredo Pinto

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-012

Palavras-chave:

Avaliação Acadêmica, Bancas Examinadoras, Pós-Graduação

Resumo

Considerando os desafios recorrentes nos processos de avaliação de trabalhos acadêmicos, especialmente nas bancas de doutorado, observa-se a presença de práticas avaliativas marcadas por subjetividade excessiva, assimetrias de poder e interpretações inadequadas acerca do escopo e da função da tese. Diante desse cenário, objetiva-se analisar, à luz da literatura científica, os limites e desafios que permeiam a avaliação de trabalhos acadêmicos no âmbito da pós-graduação stricto sensu, com ênfase nas implicações dessas práticas para a legitimidade e a qualidade do processo avaliativo. Para tanto, procede-se a uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter teórico, fundamentada em revisão narrativa da literatura, com análise crítica de produções científicas nacionais e internacionais que abordam avaliação acadêmica, ética avaliativa e funcionamento de bancas examinadoras. Desse modo, observa-se que a ausência de critérios sistematizados e de instrumentos avaliativos claros contribui para avaliações inconsistentes, favorecendo julgamentos arbitrários e fragilizando o caráter formativo da avaliação. O que permite concluir que a sistematização dos processos avaliativos, por meio de instrumentos estruturados e institucionalmente legitimados, constitui estratégia fundamental para promover maior transparência, equidade e qualidade na avaliação de trabalhos acadêmicos em nível de doutorado.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

BARNETT, J. V.; HARRIS, R. A.; MULVANY, M. J. A comparison of best practices for doctoral training in Europe and North America. FEBS Open Bio, [S.l.], v. 7, p. 1–9, 2017. DOI: 10.1002/2211-5463.12305. Disponível em: https://febs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/2211-5463.12305. Acesso em: 15 abr. 2025.

BOURKE, S.; HATTIE, J.; ANDERSON, L. Predicting examiner recommendations on Ph.D. theses. International Journal of Educational Research, [S.l.], v. 41, n. 2, p. 178–194, 2004.

DENICOLO, P. Assessing the PhD: a constructive view of varying pedagogies. [S.l.]: [s.n.], 2003.

DENICOLO, P. Assessing the PhD: a critical review. International Journal of Educational Research, [S.l.], v. 39, n. 3, p. 365–376, 2003.

DENICOLO, P. Assessing the PhD: a constructivist approach to examining dissertations. Quality Assurance in Education, [S.l.], v. 11, n. 2, p. 84–93, 2003.

HOLBROOK, A. et al. An analysis of examiner reports on doctoral theses. International Journal of Educational Research, [S.l.], v. 41, n. 2, p. 98–117, 2004.

JACKSON, C.; TINKLER, P. Back to basics: a consideration of the purposes of the PhD viva. Assessment & Evaluation in Higher Education, [S.l.], v. 26, p. 355–366, 2001.

LANTSOGHT, E. O. L. Students’ perceptions of doctoral defense formats. Education Sciences, [S.l.], v. 11, n. 9, p. 519, 2021. DOI: 10.3390/educsci11090519. Disponível em: https://doi.org/10.3390/educsci11090519. Acesso em: 15 abr. 2025.

MEŽEK, Š.; SWALES, J. M. PhD defences and vivas. In: HYLAND, K.; SHAW, P. (org.). The Routledge handbook of English for academic purposes. London: Routledge, 2016. p. 361–375.

MULLINS, G.; KILEY, M. ‘It’s a PhD, not a Nobel Prize’: how experienced examiners assess research theses. Studies in Higher Education, [S.l.], v. 27, n. 4, p. 369–386, 2002.

O’BRIEN, M. What is a PhD anyway? Buckingham: Society for Research into Higher Education, 1995.

PITKETHLY, A.; PROSSER, M. Examiners' comments on the international context of Ph.D. theses. Australian Universities' Review, [S.l.], v. 38, n. 2, p. 35–38, 1995.

TINKLER, P.; JACKSON, C. The doctoral examination process: a handbook for students, examiners and supervisors. Buckingham: Open University Press, 2001.

UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA. External examiner’s report. Vancouver: UBC, 2025. Disponível em: https://www.grad.ubc.ca/current-students/final-doctoral-exam/external-examiners-report. Acesso em: 15 abr. 2025.

Downloads

Publicado

2026-01-08

Como Citar

Pinto, V. B., do Couto, C. T. B., Miranda, M. P., de Sousa, M. S. S. R., dos Santos, R. M., Damasceno, C. P. B., Palheta, Éder do V., & Pinto, R. F. (2026). SUBJETIVIDADE, PODER E AUSÊNCIA DE CRITÉRIOS: DESAFIOS PARA A SISTEMATIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO EM BANCAS DE DOUTORADO. Revista De Geopolítica, 17(1), e1218. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-012