SUBJETIVIDADE, PODER E AUSÊNCIA DE CRITÉRIOS: DESAFIOS PARA A SISTEMATIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO EM BANCAS DE DOUTORADO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-012Palavras-chave:
Avaliação Acadêmica, Bancas Examinadoras, Pós-GraduaçãoResumo
Considerando os desafios recorrentes nos processos de avaliação de trabalhos acadêmicos, especialmente nas bancas de doutorado, observa-se a presença de práticas avaliativas marcadas por subjetividade excessiva, assimetrias de poder e interpretações inadequadas acerca do escopo e da função da tese. Diante desse cenário, objetiva-se analisar, à luz da literatura científica, os limites e desafios que permeiam a avaliação de trabalhos acadêmicos no âmbito da pós-graduação stricto sensu, com ênfase nas implicações dessas práticas para a legitimidade e a qualidade do processo avaliativo. Para tanto, procede-se a uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter teórico, fundamentada em revisão narrativa da literatura, com análise crítica de produções científicas nacionais e internacionais que abordam avaliação acadêmica, ética avaliativa e funcionamento de bancas examinadoras. Desse modo, observa-se que a ausência de critérios sistematizados e de instrumentos avaliativos claros contribui para avaliações inconsistentes, favorecendo julgamentos arbitrários e fragilizando o caráter formativo da avaliação. O que permite concluir que a sistematização dos processos avaliativos, por meio de instrumentos estruturados e institucionalmente legitimados, constitui estratégia fundamental para promover maior transparência, equidade e qualidade na avaliação de trabalhos acadêmicos em nível de doutorado.
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