APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS IAT E ROVUC PARA ANÁLISE DO USO PÚBLICO EM MANGUEZAIS: ESTUDO DE CASO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autores

  • Fernando Carrilho da Silva
  • Julianne Alvim Milward-de-Azevedo

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-122

Palavras-chave:

Áreas Protegidas, Mangue, Visitação, Rio de Janeiro, Brasil

Resumo

O manguezal se apresenta como um importante ecossistema costeiro que ocorre em regiões tropicais e subtropicais ao redor do globo. Além do mais, oferece uma gama de serviços ecossistêmicos essenciais para a manutenção da qualidade de vida marinha e garantia da a subsistência de diversas populações tradicionais. No Brasil 87% desse ecossistema está protegido por Unidades de Conservação (UCs). A visitação nesses espaços representa uma oportunidade para fortalecer a participação social e a proteção do manguezal. No entanto, é necessário que se planeje e monitore as atividades de uso público para garantir a qualidade da visitação e a conservação ambiental. O presente trabalho tem por objetivo realizar um estudo de caso na Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim e na Estação Ecológica da Guanabara situadas na Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro com a aplicação de ferramentas do Rol de Oportunidades de Visitação (ROVUC) e o Índice de Atratividade Turística (IAT) para análise da dinâmica do uso público. A pesquisa quanto aos fins foi exploratória, descritiva e aplicada. E, quanto aos meios de investigação foi bibliográfico, documental, de campo e um estudo de caso. Os resultados indicam a necessidade de diversificar das atividades. Ressalta-se a importância da colaboração entre poder público e sociedade civil para conservar o manguezal.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALENCAR, E. Histórias do mangue da Guanabara. Rio de Janeiro: Instituto Mar Urbano, 2024.

ALONGI, D. M. Carbon cycling and storage in mangrove forests. Annual review of marine science, v. 6, p. 195-219, 2014. Disponível em: https://www.annualreviews.org/doi/abs/10.1146/annurev-marine-010213-135020 Acesso: out 2023.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Acesso: dez 2025.

BRASIL. Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza: Lei n.º 9.985, 18 de julho de 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9985.htm Acesso: abr 2023.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Institui o Código Florestal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 maio 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm Acesso: dez 2025.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Sistema Nacional de Unidades de Conservação - Ministério do Meio Ambiente. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/biodiversidade-e-biomas/areas-protegidas/sistema-nacional-de-unidades-de-conservacao-da-natureza-snuc Acesso: abr 2023.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Brasil anuncia adesão à Mangrove Breakthrough, iniciativa global para proteção de manguezais. Brasília, DF, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/brasil-anuncia-adesao-a-mangrove-breakthrough-iniciativa-global-para-protecao-de-manguezais Acesso: dez 2025.

BUNTING,P.; ROSENQVIST,A.; LUCAS,R.M.; REBELO, L.M.; HILARIDES, L.; THOMAS,N.; HARDY,A.; ITOH,T.; SHIMADA,M.; FINLAYSON, M. The global mangrove watch—a new 2010 global baseline of mangrove extent. Remote Sensing, v. 10, n. 10, p. 1669, 2018. Disponível em: https://www.mdpi.com/2072-4292/10/10/1669 Acesso: set 2023.

CARRILHO-DA-SILVA, F.; MILWARD-DE-AZEVEDO, J.A. Ordenamento de Uso Público e Conservação de Áreas Protegidas: aplicação de ferramentas IAT e ROVUC em um parque na cidade do Rio de Janeiro. In: Eliza Carminatti Wenceslau (Org.). Práticas em Ensino, Conservação e Turismo no Brasil. 1ed. São José do Rio Preto, SP: Reconecta Soluções Educacionais, 2023, v. 2, p. 299-319. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/373549632_ORDENAMENTO_DE_USO_PUBLICO_E_CONSERVACAO_DE_AREAS_PROTEGIDAS_APLICACAO_DE_FERRAMENTAS_IAT_E_ROVUC_EM_UM_PARQUE_NA_CIDADE_DO_RIO_DE_JANEIRO Acesso: mai 2025.

CREMA, A.; FARIA, P.E.P. (Orgs). ROVUC Rol de Oportunidades de Visitação em Unidades de Conservação. Distrito Federal, Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Meio Ambiente, 2020. 2º edição. 38p. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoesdiversas/rovuc_rol_de_oportunidades_de_visitacao_em_unidades_de_conservacao.pdf Acesso: dez 2023.

COELHO, C.J.; SCHAEFFER-NOVELLI, Y.; ALMEIDA, R.; MENGHINI, R.P.; REIS, N.A.S. Assessment of the current status of mangroves in Brazil. Campo Grande: Mupan, 2025. Disponível em: https://lac.wetlands.org/pt-br/publicacao/assessment-of-the-current-status-of-mangroves-in-brazil/ Acesso: dez 2025.

CORRÊA, A.F.; XAVIER JÚNIOR, S.R.; SILVA, N.C.F.; COSTA, F.C.B.; COSTA, C. V.S. Conservação dos Manguezais: Importância e Desafios. Revista Latino-americana de Ambiente Construído & Sustentabilidade, [S. l.], v. 5, n. 23, 2024. Disponível em: https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/rlaac_sustentabilidade/article/view/5393. Acesso: abr 2023.

CORTEZ, A.T.C., & ORTIGOZA, S.A.G. (Orgs.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 146 p. ISBN 978-85-7983-007-5. Disponível: https://books.scielo.org/id/n9brm. Acesso: ago 2023.

DIEGUES, A.C.S.’A. Etnoconservação da natureza: enfoques alternativos. In: Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza nos trópicos. São Paulo: Hucitec/NUPAUB, 2000.

DUBEUX, C. B. S. A valoração econômica como instrumento de gestão ambiental - o caso da despoluição da Baía de Guanabara. Planejamento e Políticas Públicas, IPEA, dez1999, 44-87. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/view/1484/579. Acesso: ago 2023.

FUNBIO. No caminho da Mata Atlântica: restaurando paisagens e fortalecendo cadeias produtivas locais no Mosaico Central Fluminense. (s.d) Disponível em: https://www.funbio.org.br/programas_e_projetos/mata-atlantica/no-caminho-da-mata-atlantica-restaurando-paisagens-e-fortalecendo-cadeias-produtivas-locais-no-mosaico-central-fluminense/ Acesso: abr 2025.

FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS - FAO. The world’s mangroves 2000–2020, 2023. Disponível em: https://www.fao.org/forestry/mangrove/distribution/en. Acesso: dez 2025.

GIRI, C.; OCHIENG, E.; TIESZEN L. L.; ZHU Z.; SINGH A.; LOVELAND T.; MASEK J.; DUKE, N. Status and distribution of mangrove forests of the world using earth observation satellite data. Global Ecology and Biogeography, v. 20, n. 1, , 2011. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1466-8238.2010.00584 Acesso: set 2023.

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - ICMBIO. Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/apaguapimirim/?id_menu=52 Acesso: set 2023.

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - ICMBIO. Plano de Manejo da Estação Ecológica da Guanabara. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/marinho/lista-de-ucs/esec-da-guanabara/arquivos/contextualizacao_ga.pdf Acesso: set 2023.

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBIO. Atlas dos manguezais do Brasil biodiversidade. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018. Disponível em: https://ava.icmbio.gov.br/pluginfile.php/4592/mod_data/content/14085/atlas%20dos_manguezais_do_brasil.pdf Acesso: jun 2023.

LEAL, M.; SPALDING, M.D. The state of the world's mangroves 2024. Global Mangrove Alliance, 2024. DOI: https://doi.org/10.5479/10088/119867 Acesso: dez 2024.

LOPES, R.V.R.; SOUZA, C.N.; MALHADO, A.C.M.; DEMETRIO, G.R. Protected area impacts on the cover and growth of Brazilian mangrove forests. Ocean & Coastal Management. V.267, August 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2025.107738 Acesso: out 2025.

MANDAL, R. N.; BAR, R. Mangroves for building resilience to climate change. Boca Raton: Apple Academic Press; CRC Press, 2018. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/329791537_Mangroves_for_Building_Resilience_to_Climate_Change Acesso: set 2023.

MARIANO, C.C.F.; BRUNO, C.E.M; RODRÍGUEZ, N.E.E. Manguezais e Comunidades Pesqueiras: O Manejo Sustentável para a Conservação do Ecossistema. Brazilian Journal of Biological Sciences. 2025, v. 12, n. 27, p. 01-15. Disponível em: https://www.bjbs.com.br/index.php/bjbs/article/view/495 Acesso: dez 2025.

MEDEIROS, R. Evolução das tipologias e categorias de áreas protegidas no Brasil. Ambiente & Sociedade, v. 9, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/C4CWbLfTKrTPGzcN68d6N5v/?lang=pt Acesso: ago 2023.

MELGO, A.C. Os benefícios económicos para as áreas protegidas. Dissertação de Mestrado em Gestão das Organizações. Bragança, Portugal: Instituto Politécnico de Bragança, 2022. Disponível em: https://bibliotecadigital.ipb.pt/handle/10198/26588 Acesso: jan 2026.

MORAES, J. F. J. Dos Povos Sambaquis às Sociedades do Mangue: O antropoceno como colonialismo. SAPIENS-Revista de divulgação Científica, v. 3, n. 2, p. 79-93, 2022. Disponível em: https://revista.uemg.br/index.php/sps/article/view/6237 Acesso: out 2024.

OMENA, M.R.N. O uso público como ferramenta de gestão da conservação da natureza em parques nacionais brasileiros. Tese de Doutorado em Ecologia. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/234811 Acesso: nov 2023.

PEDRINI, Alexandre. Trilhas interpretativas no Brasil: uma proposta para o ensino básico. Ensino, Saúde e Ambiente. V.12, nº2, 2019. Disponível em: https://periodicos.uff.br/ensinosaudeambiente/article/view/38152 Acesso: jan 2023.

SANTOS, A.N.; BRITO, L.P.; SIQUEIRA, F.L.T.; PINHEIRO FILHO, I.S. Desafios e Progressos: o impacto das políticas ambientais contemporâneas na conservação dos recursos naturais. Revista Políticas Públicas & Cidades, v. 13, n. 2, 2024. Disponível em: https://journalppc.com/RPPC/article/view/799 Acesso: abr 2023.

SOARES, M. L. G.; CHAVES, de O. F.; CORRÊA, M. F.; JÚNIOR,S. G. M. Diversidade estrutural de bosques de mangue e sua relação com distúrbios de origem antrópica: o caso da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). Anuário do Instituto de Geociências, v. 26, p. 101-116, 2003. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/26429339_Diversidade_Estrutural_de_Bosques_de_Mangue_e_sua_Relacao_com_Disturbios_de_Origem_Antropica_O_Caso_da_Baia_de_Guanabara_Rio_de_Janeiro Acesso: abr 2023.

SOFFIATI, A. Breve história das relações das sociedades com os manguezais no Brasil. AMBIENTES: Revista de Geografia e Ecologia Política, v. 5, n. 1, 2023. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/ambientes/article/view/30963 Acesso: out 2024.

SOUZA, T.V.S.B.; THAPA, B. ; CASTRO, E.V. Índice de Atratividade Turística das Unidades de Conservação Brasileiras. Brasília: PAPP, 2017. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Ernesto-Viveiros-De-Castro/publication/349124675_Indice_de_Atratividade_Turistica_das_Unidades_de_Conservacao_Brasileiras/links/6021f0fa299bf1cc26b24cc0/Indice-de-Atratividade-Turistica-das-Unidades-de-Conservacao-Brasileiras.pdf Acesso: jul 2023.

UICN - International Union of Conservation Units. (2018). Disponível em: https://www.iucn.org/about-iucn/history Acesso: jul 2023.

VALLEJO, L.R. Uso público em áreas protegidas: atores, impactos, diretrizes de planejamento e gestão. Anais do Uso Público em Unidades de Conservação. Niterói/RJ, v. 1, n. 1, p. 13–26, 2013. Disponível em: https://periodicos.uff.br/uso_publico/article/view/28674 Acesso: abr 2023.

VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 2ª. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

Downloads

Publicado

2026-01-27

Como Citar

da Silva, F. C., & Milward-de-Azevedo, J. A. (2026). APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS IAT E ROVUC PARA ANÁLISE DO USO PÚBLICO EM MANGUEZAIS: ESTUDO DE CASO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Revista De Geopolítica, 17(1), e1380. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-122