INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ÉTICA EDUCACIONAL NO COTIDIANO ESCOLAR

Autores

  • Lucas Muccini de Vasconcelos
  • Márleison Junior Leffler
  • Simone Beatriz Schultz Dias
  • Geise Pelech Vieira de Oliveira
  • Tatiane Braga Rocha Barcelos
  • Joelma Rangel Quintanilha de Melo
  • Cristiane Oliveira da Costa Marins Quintanilha
  • Sirley dos Santos Gueiros Bernardo

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-061

Palavras-chave:

Algoritmos, Autonomia, Ética, Formação, Mediação

Resumo

Cenários educativos que incorporam Inteligência Artificial (IA) têm revelado mudanças substantivas nas formas de interpretar decisões pedagógicas, especialmente quando intervenções automatizadas passam a compor o cotidiano de professores e estudantes. Certos tensionamentos tornam-se visíveis quando mecanismos computacionais influenciam ritmos de aprendizagem, redesenham critérios de acompanhamento e instauram um regime interpretativo marcado pela oscilação entre ampliação de repertórios e inseguranças éticas. A presença desses dispositivos reorganiza expectativas institucionais e desafia parâmetros tradicionais de justiça educacional, produzindo disputas simbólicas que atravessam autonomia docente, mediação pedagógica e validação de percursos formativos. A pesquisa bibliográfica utilizada aproxima obras dedicadas a analisar implicações da IA no trabalho docente, valorizando produções que descrevem deslocamentos institucionais, mudanças no papel profissional e reconfigurações interpretativas emergentes em contextos digitais. Nesse conjunto, destacam-se investigações que exploram como decisões orientadas por sistemas inteligentes afetam responsabilidades formativas e introduzem dilemas éticos associados à delegação de tarefas sensíveis. O objetivo deste estudo é esclarecer de que modo tais tendências influenciam escolhas pedagógicas e provocam reposicionamentos no exercício docente, contribuindo para compreender como intervenções digitais reformulam práticas educativas e reorganizam modos de interpretar a aprendizagem. Como um diálogo em rede, o texto entrelaça dois movimentos analíticos. O primeiro investiga o discurso comunicacional das tutorias virtuais; o segundo, o pacto cooperativo que sustenta a aprendizagem em ambientes digitais. A combinação desses movimentos revela a EAD como território de interdependências éticas e cognitivas, onde a técnica apenas sustenta o encontro humano.

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Publicado

2026-02-16

Como Citar

de Vasconcelos, L. M., Leffler, M. J., Dias, S. B. S., de Oliveira, G. P. V., Barcelos, T. B. R., de Melo, J. R. Q., Quintanilha, C. O. da C. M., & Bernardo, S. dos S. G. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ÉTICA EDUCACIONAL NO COTIDIANO ESCOLAR. Revista De Geopolítica, 17(2), e1563. https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-061