INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ÉTICA EDUCACIONAL NO COTIDIANO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-061Palavras-chave:
Algoritmos, Autonomia, Ética, Formação, MediaçãoResumo
Cenários educativos que incorporam Inteligência Artificial (IA) têm revelado mudanças substantivas nas formas de interpretar decisões pedagógicas, especialmente quando intervenções automatizadas passam a compor o cotidiano de professores e estudantes. Certos tensionamentos tornam-se visíveis quando mecanismos computacionais influenciam ritmos de aprendizagem, redesenham critérios de acompanhamento e instauram um regime interpretativo marcado pela oscilação entre ampliação de repertórios e inseguranças éticas. A presença desses dispositivos reorganiza expectativas institucionais e desafia parâmetros tradicionais de justiça educacional, produzindo disputas simbólicas que atravessam autonomia docente, mediação pedagógica e validação de percursos formativos. A pesquisa bibliográfica utilizada aproxima obras dedicadas a analisar implicações da IA no trabalho docente, valorizando produções que descrevem deslocamentos institucionais, mudanças no papel profissional e reconfigurações interpretativas emergentes em contextos digitais. Nesse conjunto, destacam-se investigações que exploram como decisões orientadas por sistemas inteligentes afetam responsabilidades formativas e introduzem dilemas éticos associados à delegação de tarefas sensíveis. O objetivo deste estudo é esclarecer de que modo tais tendências influenciam escolhas pedagógicas e provocam reposicionamentos no exercício docente, contribuindo para compreender como intervenções digitais reformulam práticas educativas e reorganizam modos de interpretar a aprendizagem. Como um diálogo em rede, o texto entrelaça dois movimentos analíticos. O primeiro investiga o discurso comunicacional das tutorias virtuais; o segundo, o pacto cooperativo que sustenta a aprendizagem em ambientes digitais. A combinação desses movimentos revela a EAD como território de interdependências éticas e cognitivas, onde a técnica apenas sustenta o encontro humano.
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