DIAGNÓSTICO DA MIOCARDIOPATIA DE TAKOTSUBO (SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO): CRITÉRIOS E DIFERENCIAÇÃO DO INFARTO AGUDO

Autores

  • Danielle Larissa Godinho Miranda
  • Darla Maria da Silva Lima
  • Pablo André Brito de Souza
  • Bernardo Bertoldo de Araujo
  • Nicoli Viana Alves
  • Marcus Eduardo de Jesus Oliveira
  • Nathália Ayumi Yzuno Tamura
  • Hugo Becker Patrício Lima
  • Ayla Tarzan Lima Modesto
  • Rafael Furlanetto
  • Thiago Rezende Rangel Rodrigues
  • Livia Campi Merlo
  • Gledja Akythiara de Araújo Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-122

Palavras-chave:

Miocardiopatia de Takotsubo (MTT), Síndrome do Coração Partido, Critérios Diagnósticos, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Síndrome Coronariana Aguda (SCA), Disfunção Ventricular Transitória, Catecolaminas, Ressonância Magnética Cardíaca (RMC)

Resumo

A Miocardiopatia de Takotsubo (MTT) é uma causa relevante de insuficiência cardíaca aguda reversível que mimetiza a apresentação clínica da síndrome coronariana aguda, impondo importantes desafios diagnósticos e terapêuticos. Esta revisão narrativa sintetiza evidências recentes sobre critérios diagnósticos, diferenciação com o infarto agudo do miocárdio e estratégias de manejo, destacando a necessidade de abordagem multimodal com integração de clínica, biomarcadores e métodos de imagem. Estima-se que a MTT represente cerca de 1–2% dos casos admitidos com suspeita de síndrome coronariana aguda, com predomínio em mulheres pós-menopáusicas e associação frequente a gatilhos de estresse físico ou emocional. A fisiopatologia envolve descarga catecolaminérgica, disfunção microvascular e toxicidade miocárdica, resultando em padrões morfológicos distintos de disfunção ventricular (apical, basal, médio-ventricular ou focal) que não respeitam um único território coronariano. O trabalho enfatiza o papel central da cineangiocoronariografia para exclusão de oclusão coronariana aguda e da ressonância magnética cardíaca para caracterização tecidual, sobretudo pela ausência típica de realce tardio isquêmico, corroborando a natureza transitória da lesão. Embora historicamente considerada benigna, a fase aguda pode cursar com complicações graves, incluindo choque cardiogênico, obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo e arritmias, exigindo manejo de suporte individualizado e cautela no uso de inotrópicos. Conclui-se que a distinção precisa entre MTT e infarto é determinante para evitar intervenções desnecessárias, otimizar a estratificação de risco e orientar a terapêutica, com seguimento ambulatorial voltado à recuperação funcional e prevenção de recorrências.

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Publicado

2026-02-23

Como Citar

Miranda, D. L. G., Lima, D. M. da S., de Souza, P. A. B., de Araujo, B. B., Alves, N. V., Oliveira, M. E. de J., Tamura, N. A. Y., Lima, H. B. P., Modesto, A. T. L., Furlanetto, R., Rodrigues, T. R. R., Merlo, L. C., & Ferreira, G. A. de A. (2026). DIAGNÓSTICO DA MIOCARDIOPATIA DE TAKOTSUBO (SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO): CRITÉRIOS E DIFERENCIAÇÃO DO INFARTO AGUDO. Revista De Geopolítica, 17(2), e1650. https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-122