LITERATURA TESTIMONIAL A CONTRACORRIENTE DE LA HISTORIA: LA MEMORIA CAMPESINA EN VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-131Palabras clave:
Walter Benjamin, Literatura Testimonial, Memoria, Representación Literaria del Campesinado, Vidas SecasResumen
Este trabajo buscó analizar la representación del campesinado en la novela Vidas Secas, examinando cómo los relatos y recuerdos de los personajes configuran una narrativa que desafía la historiografía burguesa y progresista. Parte de la comprensión de que la historia oficial se constituye a través de narrativas hegemónicas que relegan a ciertos grupos al olvido o la marginación, produciendo representaciones distorsionadas y estereotipadas en el imaginario social, difundidas por los medios de comunicación, los libros de texto y la tradición literaria dominante. En contraste con esta lógica, la Literatura Testimonial se afirma como una práctica estética comprometida con la inscripción de voces subalternas en la memoria histórica. La base teórica articula la filosofía y la literatura testimonial a partir de las reflexiones de Walter Benjamin (1892-1940), tomando como referencia central el texto Sobre el concepto de historia, además de estudios dedicados al tema. Se trata de una investigación cualitativa, bibliográfica, guiada por el método hermenéutico. Se argumenta que Vidas Secas exhibe rasgos de la literatura testimonial al elaborar una representación social del campesinado que reinscribe la experiencia de los vencidos en el ámbito de la memoria y altera la linealidad de la narrativa histórica dominante.
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