MODELOS DE PRODUCCIÓN EN LA AGRICULTURA FAMILIAR: UNA TIPOLOGÍA DE LA RESISTENCIA AL AVANCE DEL MONOCULTIVO DE CEREALES EN AMAZONIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-151Palabras clave:
Agroecología, Cultivos, Amazonia, SandíaResumen
Durante las últimas décadas, la agricultura familiar en la Amazonía ha experimentado impactos sociales y ambientales debido a la expansión de plantaciones de monocultivo de cereales en la cuenca del río Tapajós. Comprender los formatos de resistencia agronómica es clave para analizar la dinámica del paisaje agrícola local. Este artículo analiza los sistemas de producción de la agricultura familiar en la Comunidad Santa Rosa, en Santarém, Pará, con énfasis en las tipologías de producción y las prácticas agroecológicas adoptadas como forma de resistencia a la expansión de los monocultivos de grano en el entorno. La metodología utilizada fue descriptiva y cualitativa a través de entrevistas mediante cuestionario semiestructurado. Los resultados revelaron que la cadena productiva de la sandía es la principal, seguida de la yuca y la cadena productiva de los cítricos. Se identificaron cinco modelos principales de producción: sistema único (sandía), sistema casado (cultivos intercalados de cítricos), cultivo en hileras (mandioca para consumo), cultivo de carrera (maíz y frijol para consumo) y corte y quema cerrada (yuca para venta a intermediarios). Las prácticas agroecológicas observadas incluyen rotación de cultivos y cultivos intercalados, fertilización con materia orgánica, manejo manual y recuperación de suelos degradados. Estas prácticas contribuyen a la conservación de los agroecosistemas, la seguridad alimentaria y la diversidad de la generación de ingresos familiares. Los cinco tipos de producción mencionados anteriormente establecen una tipología de resistencia de los agricultores ante el avance del monocultivo de grano y, por tanto, una estrategia de producción y supervivencia. El estudio refuerza la necesidad de políticas públicas dirigidas a fortalecer la agricultura familiar en la comunidad de Santa Rosa, cuenca del río Tapajós.
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