INFLUÊNCIA DA COBERTURA VEGETAL NA ATENUAÇÃO DE RAJADAS DE VENTO EM RIO BONITO DO IGUAÇU – PR

Autores

  • Khistian Lucas de Morais Almeida
  • Pedro Lucas Pereira Silva
  • Rones Dias de Abreu
  • Jackeline de Melo Carvalho
  • Daniel Carlos Machado
  • Patrícia Ferreira Cunha Sousa
  • Leanne Teles Pereira
  • Ruth de Abreu Araújo
  • Kalyne Pereira Miranda Nascimento
  • Wilson Araújo da Silva
  • Cristiane Matos da Silva
  • Jonathan dos Santos Viana

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-020

Palavras-chave:

Cobertura Vegetal, Geotecnologias, Uso e Ocupação do Solo

Resumo

A intensificação das atividades antrópicas, especialmente a expansão agrícola e a supressão da cobertura vegetal, tem provocado alterações relevantes nos sistemas ambientais, afetando o microclima, a dinâmica atmosférica e a frequência de eventos extremos. Nesse cenário, as geotecnologias assumem papel fundamental ao possibilitar a análise espacial e o monitoramento das mudanças no uso e cobertura do solo, contribuindo para a compreensão dos processos ambientais associados. Este estudo teve como objetivo analisar a influência da cobertura vegetal na dinâmica ambiental do município de Rio Bonito do Iguaçu – PR, com ênfase nas transformações do uso e ocupação do solo, utilizando técnicas de geoprocessamento como subsídio à gestão territorial. A metodologia baseou-se em levantamento bibliográfico e na análise de dados geoespaciais da plataforma MapBiomas, processados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG) por meio do software QGIS, com apoio do Google Earth Pro para validação visual. Foram realizadas análises comparativas e elaborados mapas temáticos. Os resultados indicaram redução da cobertura vegetal e expansão de áreas agrícolas e urbanizadas, associadas à alteração do balanço energético da superfície, intensificação de ilhas de calor e perda de serviços ecossistêmicos. Em contrapartida, áreas com maior cobertura vegetal apresentaram maior capacidade de regulação climática e ambiental. Conclui-se que a cobertura vegetal é essencial para a estabilidade ambiental regional e que o uso integrado de geotecnologias é indispensável ao planejamento ambiental, à mitigação de impactos e à promoção da sustentabilidade.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

BERTONI, J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. 9. ed. São Paulo: Ícone, 2012.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Relatório de Qualidade Ambiental: impactos da fragmentação de habitats. Brasília, DF: MMA, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/mma. Acesso em: 20 nov. 2025.

CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA (CEPEA). PIB do Agronegócio Brasileiro. Piracicaba, 2023. Disponível em: https://www.cepea.esalq.usp.br/br. Acesso em: 20 nov. 2025.

CUNHA, J. M. P.; RICARDO, J. F. N. Geotecnologias aplicadas à análise de riscos ambientais. Revista Brasileira de Geomática, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 205-223, 2022.

FEARNSIDE, P. M. Serviços ambientais da floresta Amazônica e a conversão para outros usos da terra. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Naturais, Belém, v. 15, n. 2, p. 487-507, maio-ago. 2020. DOI: https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v15i2.280. Acesso em: 20 nov. 2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Geotecnologias no Brasil: aplicações e perspectivas. [S. l.], 2021. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias-novoportal/. Acesso em: 10 out. 2023.

KLEIN, N. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

LARA, L. L.; ARTAXO, P. Poluição atmosférica por queimadas e seus efeitos na saúde humana na Amazônia e no Cerrado. Estudos Avançados, São Paulo, v. 34, n. 98, p. 125-147, jan. 2020. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/eav. Acesso em: 20 nov. 2025.

LEPSCH, I. F. Formação e conservação dos solos. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.

MARENGO, J. A. Mudanças climáticas, percepções e impactos na América do Sul. São Paulo: IAG-USP, 2020.

MONTEIRO, C. A. F. A frente urbana e o clima. In: CARLOS, A. F. A. (Org.). A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2016. p. 89-105.

NOBRE, C. A. O futuro climático da Amazônia: relatório de avaliação científica. São Paulo: Articulación Regional Amazónica (ARA), 2014. Disponível em: https://bit.ly/2J2JD6Q. Acesso em: 20 nov. 2025.

SANTOS, P. M.; SILVEIRA, P. M.; BRAGA, M. B. Impactos ambientais da agricultura no cerrado brasileiro. Revista Brasileira de Geografia Física, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 450-465, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/rbgfe/article/view/233450. Acesso em: 20 nov. 2025.

SANTOS, R. F. Geomorfologia e Dinâmicas Climáticas. 2. ed. Curitiba: Editora Positivo, 2021.

SOUZA, M. A. A Economia Brasileira no Século XXI: O Agro como Vetor de Crescimento. Brasília, DF: Editora Atlas, 2023.

VIEYTES, R.; ZUIN, L. F. P. Desastres não são naturais: a construção social do risco. In: VIEYTES, R.; ZUIN, L. F. P. (Org.). Geografia dos Desastres: vulnerabilidade e risco. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2021. p. 15-34.

Downloads

Publicado

2026-02-09

Como Citar

Almeida, K. L. de M., Silva, P. L. P., de Abreu, R. D., Carvalho, J. de M., Machado, D. C., Sousa, P. F. C., Pereira, L. T., Araújo, R. de A., Nascimento, K. P. M., da Silva, W. A., da Silva, C. M., & Viana, J. dos S. (2026). INFLUÊNCIA DA COBERTURA VEGETAL NA ATENUAÇÃO DE RAJADAS DE VENTO EM RIO BONITO DO IGUAÇU – PR. Revista De Geopolítica, 17(2), e1492 . https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-020