HESITAÇÃO VACINAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA COM ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA E IMPLICAÇÕES PARA ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-026Palavras-chave:
Vacina, Hesitação, Antivacina, Fake News, VacinaçãoResumo
Mesmo com inúmeras evidências demonstrando que as vacinas são efetivas no controle de doenças, o número de pessoas resistentes a vacinação aumenta. Definido pela Organização Mundial de Saúde como “hesitação vacinal”, esse fenômeno foi reconhecido em 2019 como um dos dez maiores problemas de saúde pública que enfrentaremos nos próximos anos. Contudo, são raros e escassos os estudos que utilizaram teorias comportamentais no consumo de vacinas. Deste modo, é relevante melhorar a compreensão dos fatores que podem estar associados a resistência ao consumo. Esta revisão tem o objetivo de mapear os principais fatores relacionados à resistência ao consumo de vacinas, identificados em estudos anteriores por meio de uma revisão sistemática da literatura. Foi realizada uma busca eletrônica em cinco bancos de dados: PubMed, SciELO, Web of Science, Lilacs e Scopus, com uma combinação de palavras-chave e termos apropriados, foram encontrados 4.870 artigos no total, dos quais 359 foram selecionados e incluídos. Como resultados secundários foram identificados os autores que publicaram com maior frequência, periódicos e classificações conforme Scimago Journal Rank. Também foi desenvolvido um infográfico com uma linha do tempo apresentando fatos históricos importantes sobre a resistência ao consumo de vacinas. A análise mostrou aumento na produção científica nos últimos anos, o que pode ser reflexo da preocupação com o movimento antivacina, que está associado a sérios problemas de saúde pública como o ressurgimento de doenças evitáveis por vacinação. No geral, a análise possibilitou observar que a resistência ao consumo de vacinas possui aproximadamente 220 anos de existência. Foram identificados fatores já conhecidos como medo, falta de informação, desconhecimento, fatores culturais, religiosos, entre outros. Por outro lado, constatou-se que novos fatores estão sendo associados à resistência ao consumo de vacinas e se destacam no contexto contemporâneo e pandêmico do novo Coronavírus como preocupações com custo, eficácia do produto, desconfiança em governos, desconfiança na indústria farmacêutica, falta de transparência de informações governamentais e preocupações climáticas, indicando que os fatores de resistência variar de forma considerável a depender do contexto. Os principais fatores são a falta de conhecimento das vacinas, das reações adversas que elas podem vir a causar, notícias falsas que atrapalham a percepção de risco e a desconfiança em representantes. Tais achados reforçam a necessidade de governos e autoridades desenvolverem estratégias de comunicação que levem em consideração o universo das fake news e a necessidade de esclarecimento e educação acerca da importância da vacinação, além de competir na disseminação de informações para não perder “território” uma vez que a internet é utilizada amplamente.
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