MANEJO DE EMERGÊNCIA E PROTOCOLOS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO DO CHOQUE ANAFILÁTICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-077Palavras-chave:
Anafilaxia, Choque Anafilático, Adrenalina, Emergência Médica, TerapêuticaResumo
Introdução: A anafilaxia é uma emergência médica grave e potencialmente fatal, caracterizada pelo rápido comprometimento das vias aéreas, respiração e/ou circulação. Este estudo objetivou revisar e sintetizar as evidências científicas recentes sobre o manejo emergencial e os protocolos farmacológicos no tratamento do choque anafilático. Métodos: Foi conduzida uma revisão bibliográfica narrativa nas bases de dados PubMed e JACI: In Practice, utilizando os descritores "Anaphylaxis" e "Therapeutics", com foco em artigos publicados nos últimos cinco anos. Resultados: A Adrenalina Intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é confirmada como o pilar absoluto do tratamento de primeira linha, sendo indispensável sua administração imediata diante da suspeita clínica. Anti-histamínicos e corticoides possuem papel secundário, restrito ao manejo de sintomas cutâneos (urticária/angioedema), e não devem, sob nenhuma circunstância, retardar a aplicação da adrenalina. Para casos de anafilaxia refratária (persistência de sintomas após duas doses de adrenalina IM), os protocolos exigem suporte avançado, incluindo infusão intravenosa contínua de adrenalina, reposição volêmica agressiva com cristaloides e, especificamente para pacientes em uso de betabloqueadores, a administração de glucagon. A literatura salienta que a hesitação diagnóstica e o receio da subutilização da adrenalina são fatores críticos que contribuem para desfechos graves. Conclusão: A identificação precoce da anafilaxia, a superação da hesitação terapêutica e a administração imediata de adrenalina são cruciais para otimizar a sobrevida do paciente, ressaltando-se a necessidade de padronização contínua de protocolos assistenciais.
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