LA INDUSTRIA DEL ENTRETENIMIENTO Y LOS DERECHOS DE LOS ANIMALES: RODEOS, CORRIDAS DE TOROS, ANIMALES COMO ENTRETENIMIENTO PARA TURISTAS Y CONFLICTOS LEGALES
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-003Palabras clave:
Derechos de los Animales, Entretenimiento con Animales, Corridas de Toros y Rodeos, Conflictos Jurídicos, Bienestar AnimalResumen
La industria del entretenimiento, que instrumentaliza a los animales en prácticas como rodeos, corridas de toros y atracciones turísticas, constituye un campo de tensión entre los derechos culturales y la protección animal, revelando profundas contradicciones en el ordenamiento jurídico brasileño. Este estudio examina, mediante un enfoque bibliográfico exploratorio, cómo el ordenamiento jurídico brasileño concilia el reconocimiento de los derechos fundamentales de los animales con la preservación de manifestaciones culturales que los someten a un sufrimiento sistemático. La investigación articula perspectivas del derecho animal, el derecho constitucional y estudios sobre bienestar animal para comprender los mecanismos mediante los cuales las prácticas tradicionales adquieren protección jurídica a pesar de la evidencia científica de crueldad. Los resultados indican que el ordenamiento jurídico brasileño permanece atrapado en un paradigma antropocéntrico que subordina los derechos de los animales a los intereses económicos y culturales humanos. Se concluye que transformar esta realidad requiere una reconfiguración paradigmática que reconozca a los animales como sujetos de derechos, no como propiedad, y que establezca límites innegociables a la explotación, independientemente de las justificaciones culturales o económicas.
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