LIBERTAD DE EXPRESIÓN, ARQUITECTURA INSTITUCIONAL DE LA INFORMACIÓN Y PLATAFORMAS DIGITALES: EL AGOTAMIENTO DEL PARADIGMA COMUNICATIVO DEL SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DE BRASIL

Autores/as

  • Helder de Oliveira Caldeira

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-023

Palabras clave:

Libertad de Expresión, Derecho a la Información, Plataformas Digitales, Supremo Tribunal Federal, Periodismo, Democracia

Resumen

Este artículo examina críticamente el paradigma comunicativo consolidado por el Supremo Tribunal Federal, especialmente a partir de la ADPF 130 y del RE 511.961/SP, a la luz de la transformación estructural de la esfera pública en la era de las plataformas digitales. Se sostiene que dicho paradigma ha envejecido mal porque, al radicalizar la libertad de prensa bajo una lógica de precedencia y un régimen predominantemente ulterior de responsabilidad y, acto seguido, al aproximar el periodismo profesional a la libertad individual de expresión, produjo una arquitectura dogmática hoy insuficiente para distinguir, de manera constitucionalmente adecuada, la expresión personal, la arquitectura institucional de la información y la intermediación privada de la circulación informativa. El estudio adopta un método hipotético-deductivo, con reconstrucción dogmático-jurisprudencial y análisis crítico-sistémico, articulando la jurisprudencia del Supremo Tribunal Federal y de la Corte Interamericana de Derechos Humanos con la bibliografía sobre derecho a la información, estructura institucional de la circulación informativa, plataformización de la esfera pública y mediación algorítmica. Se argumenta, además, que la libertad de expresión ya no puede ser leída únicamente a partir de una comprensión subjetiva y negativa, pues también posee una dimensión objetiva e institucional, vinculada al pluralismo, a la formación de una opinión pública libre y a la protección de las condiciones estructurales de la circulación social de la información. Por último, se propone una reconstrucción dogmática fundada en la diferenciación entre expresión individual, periodismo profesional y plataformas digitales, con el fin de restablecer la capacidad normativa del constitucionalismo democrático frente a la erosión contemporánea de la arquitectura institucional de la información.

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Publicado

2026-04-10

Cómo citar

Caldeira, H. de O. (2026). LIBERTAD DE EXPRESIÓN, ARQUITECTURA INSTITUCIONAL DE LA INFORMACIÓN Y PLATAFORMAS DIGITALES: EL AGOTAMIENTO DEL PARADIGMA COMUNICATIVO DEL SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DE BRASIL. Revista De Geopolítica, 17(4), e2058 . https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-023