MUJERES EN PRISIÓN Y VIOLACIONES DE LOS DERECHOS MATERNOS: UN ANÁLISIS DE DATOS DEL DEPARTAMENTO PENITENCIARIO NACIONAL EN 2024 - MUJERES EMBARAZADAS O LACTANTES EN EL SISTEMA PENITENCIARIO BRASILEÑO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-163Palabras clave:
Sistema Penitenciario, Mujeres Embarazadas, Ejecución Penal, Derechos Fundamentales, Prioridad AbsolutaResumen
En este estudio, analizamos la realidad de las mujeres embarazadas y madres privadas de libertad en el sistema penitenciario brasileño, centrándonos en garantizar sus derechos y proteger a los niños a su cargo. Buscamos comprender cómo el sistema jurídico brasileño, especialmente la Ley de Ejecución Penal y la legislación subsiguiente, ha contribuido a la humanización de la ejecución penal en estos casos. Para ello, adoptamos un enfoque cualitativo, basado en la revisión bibliográfica y el análisis documental, incluyendo datos del Sistema de Información del Departamento Penitenciario Nacional correspondientes al año 2024. La metodología se fundamenta en las aportaciones teóricas de Bitencourt (2011), Borítza y Borela (2020) y Chalita y Sousa (2021). Identificamos que, si bien existen avances legales, como la previsión de una progresión especial del régimen y la posibilidad de arresto domiciliario, persisten importantes dificultades estructurales en el sistema penitenciario. Verificamos la insuficiencia de espacios adecuados, como celdas específicas, guarderías y centros de día, además de la falta de profesionales especializados en atención materno-infantil. Concluimos que existe una discrepancia entre la legislación y su aplicación efectiva, lo que compromete la garantía de los derechos fundamentales de estas mujeres y sus hijos. Abogamos por la necesidad de políticas públicas más eficaces, con inversiones estructurales y acciones integradas, para asegurar condiciones dignas y promover la aplicación efectiva del principio de prioridad absoluta en el contexto de la ejecución penal.
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Referencias
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