LA REALIZACIÓN DEL DERECHO A LA SALUD EN BRASIL: EL PAPEL DE LA DEFENSORÍA DEL PUEBLO EN EL ACCESO A LOS MEDICAMENTOS NO INCLUIDOS EN LA LISTA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ESENCIALES (RENAME)
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-171Palabras clave:
Derecho a la Salud, Defensoría Pública, Judicialización de la Salud, Acceso a la Justicia, Medicamentos No EstandarizadosResumen
Este artículo tiene como objetivo analizar el panorama de la salud pública en Brasil, centrándose en la pugna que se produce cuando el Poder Judicial obliga al Estado a proporcionar medicamentos no incluidos en las listas oficiales. El punto central del debate es la discrepancia entre la teoría y la práctica: en teoría, la salud es un derecho para todos; en la práctica, a menudo falla precisamente a quienes más la necesitan. La pregunta que subsiste es si las órdenes judiciales y las decisiones judiciales son, de hecho, un camino hacia la justicia social o si simplemente sirven como un parche temporal para un sistema que ya opera al límite. Para investigar esta dinámica, la investigación profundizó en un análisis cualitativo y deductivo. El trabajo no se limitó a la teoría, sino que contrastó la literatura académica con la cruda realidad de las leyes vigentes y las decisiones más recientes de los tribunales superiores (STF y STJ). Lo que se observa es que la judicialización no es la causa del problema, sino un síntoma directo de las deficiencias del Poder Ejecutivo. Cuando el Estado no proporciona lo básico, el ciudadano llama a la puerta de los tribunales para garantizar su supervivencia. El problema radica en el efecto dominó: cada decisión aislada genera un impacto negativo en el presupuesto previsto, lo que puede, en última instancia, hacer que la actuación del Poder Judicial, en gran medida facilitada por la intervención de la Defensoría Pública, sea fundamental para garantizar la dignidad humana, especialmente en el acceso de la población vulnerable a la atención sanitaria. En este contexto, destaca el papel estratégico de la Defensoría Pública en la realización de estos derechos, aun cuando sus acciones se enfrenten a limitaciones estructurales y a las exigencias cada vez más rigurosas impuestas por la jurisprudencia reciente, lo que pone de manifiesto un delicado equilibrio entre la protección de los derechos individuales y las repercusiones en el sistema de salud pública.
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