CUANDO LOS EMBALSES SE SECAN: LA SEQUÍA Y LAS ESTRATEGIAS DEL ESTADO DE CEARÁ FRENTE AL RIESGO DE COLAPSO DEL ABASTECIMIENTO HÍDRICO MUNICIPAL (2012–2018)
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-018Palabras clave:
Sequía, Gestión de Sequías, Semiárido, CearáResumen
El trabajo analiza la actuación del Gobierno del Estado de Ceará, a través del Comité Integrado de Combate a la Sequía, creado en 2012, y del Grupo de Contingencia, constituido en 2015, frente al escenario de “crisis hídrica” provocado por la sequía. El estudio examina las estrategias definidas para evitar situaciones de colapso del abastecimiento hídrico en las sedes municipales del estado, cuando los principales embalses se secaron o sufrieron reducciones drásticas en sus volúmenes de agua, a partir de la perspectiva de técnicos y gestores de las instituciones estatales vinculadas a la gestión del agua.La sequía, que se prolongó principalmente entre 2012 y 2018, es considerada una de las más prolongadas registradas en el semiárido nordestino brasileño, con impactos severos sobre el abastecimiento de agua en ciudades y comunidades rurales. Esta situación puso en cuestión la principal “solución” técnica concebida históricamente por el Estado para enfrentar las condiciones de escasez hídrica en el semiárido: los embalses.El enfoque metodológico se basa en entrevistas realizadas de manera remota entre abril y junio de 2021 con miembros del Comité y del Grupo de Contingencia, además de una investigación documental en periódicos y documentos oficiales. Los(as) interlocutores(as) revelan la multidimensionalidad presente en las representaciones sobre las sequías y una amplia gama de iniciativas técnicas y tecnológicas movilizadas para enfrentar el vacío provocado por el “colapso” de los embalses, muchas de ellas tecnologías de pequeña escala, como pozos, surtidores públicos y cisternas.
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