CRIANÇA E IDOSO: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS NOS EXTREMOS DO CICLO VITAL E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO EM SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-212Palavras-chave:
Envelhecimento, Criança, Vulnerabilidade em Saúde, Assistência Centrada no Paciente, Humanização da AssistênciaResumo
A infância e a velhice representam extremos do ciclo vital frequentemente associados à vulnerabilidade, dependência e maior necessidade de cuidado. Essa aproximação, presente tanto no imaginário social quanto na prática clínica, pode favorecer atitudes mais empáticas, mas também produzir distorções relevantes, especialmente no cuidado ao idoso. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente as semelhanças e diferenças entre infância e velhice, explorando dimensões biológicas, cognitivas, funcionais e sociais, bem como suas implicações para a prática em saúde. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter qualitativo, baseada em literatura científica indexada e documentos institucionais. Observa-se que, embora ambos os grupos compartilhem maior vulnerabilidade fisiológica e necessidade de suporte, diferem substancialmente quanto à autonomia, identidade, experiência acumulada e papel social. Destaca-se o risco de infantilização do idoso como prática ainda presente nos serviços de saúde. Conclui-se que reconhecer tais aproximações deve ser acompanhado de uma compreensão crítica de suas diferenças, sendo essencial a adoção de um cuidado centrado na pessoa, eticamente orientado e sensível às singularidades do ciclo vital.
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