A CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM E O DISCURSO TOTALITÁRIO: DA REDUÇÃO DO OUTRO ÀS VIAS DEMOCRÁTICAS DO DIÁLOGO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-005Palavras-chave:
Diálogo, Discurso, TotalitarismoResumo
O presente artigo tem por objetivo analisar a relação entre a constituição da linguagem e a centralidade do discurso na participação do indivíduo no âmbito social, partindo da hipótese de que a predominância de discursos monolíticos favorece a emergência de regimes totalitários, os quais buscam, de maneira sistemática, a uniformização cultural e social, convertendo toda forma de alteridade em ameaça a ser eliminada, contribuindo, assim, para a construção de uma lógica de exclusão e potenciais conflitos sociais e políticos. A pesquisa adota o método hipotético-dedutivo, com base em revisão bibliográfica, mobilizando, no campo da filosofia da linguagem, as contribuições de Michel Foucault e Ludwig Wittgenstein acerca da formação e funcionamento da linguagem. No que concerne à análise do totalitarismo e da constituição do discurso autoritário, recorre-se às reflexões de Hannah Arendt e Claude Lefort. Por fim, o estudo enfatiza a importância da inclusão do outro e do diálogo, a partir da perspectiva habermasiana, como elementos fundamentais para a preservação de sociedades democráticas e para a resistência à consolidação de estruturas totalitárias.
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Referências
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