IMPACTO DA OBESIDADE E DA PERDA DE PESO NA DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE): UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-016Palavras-chave:
DRGE, Obesidade, Perda de Peso, Fisiopatologia, Junção EsofagogástricaResumo
O objetivo deste estudo é analisar a relação fisiopatológica entre a obesidade e a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), bem como o impacto da perda de peso na resolução dos sintomas. A metodologia consistiu numa revisão integrativa da literatura, baseada em artigos científicos publicados entre 2006 e 2024, indexados em bases de dados como PubMed, ACG Guidelines e NEJM. Foram selecionados 8 estudos que abordam a correlação entre o Índice de Massa Corporal (IMC) e a frequência de pirose, os mecanismos de pressão intra-abdominal e a eficácia de intervenções dietéticas e farmacológicas. Os resultados indicam que o excesso de peso é um fator de risco determinante para o desenvolvimento da DRGE, aumentando a probabilidade de complicações como o Esófago de Barrett. Estratégias como a perda de peso estruturada e o uso de novos fármacos antiobesidade mostraram-se eficazes para promover a redução da exposição ácida esofágica e melhorar a qualidade de vida. Conclui-se que o manejo do peso deve ser um pilar central no tratamento da DRGE em pacientes com sobrepeso ou obesidade. O estudo ressalta a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para otimizar o controle dos sintomas e prevenir a progressão da doença.
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