SAÚDE BUCAL COMO PREDITOR DE MORTALIDADE PREMATURA: EVIDÊNCIAS EMERGENTES E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Autores

  • Pedro Guimarães Sampaio Trajano dos Santos
  • Maria Clara de Oliveira Cavalcanti
  • Júlia Dourado de Castro Chaves
  • Matheus Lyra Braga da Paz
  • Rosana Maria Coelho Travassos
  • Vânia Cavalcanti Ribeiro da Silva
  • Tereza Augusta Maciel
  • Josué Alves
  • Maria Tereza Moura de Oliveira Cavalcanti
  • Adriane Tenório Dourado Chaves
  • Patrícia Antas Veríssimo Melo de Farias
  • Vanessa Lessa Cavalcanti de Araújo

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-045

Palavras-chave:

Saúde Bucal, Mortalidade Prematura, Doença Periodontal, Perda Dentária, Saúde Sistêmica, Inflamação, Epidemiologia, Indicadores de Risco

Resumo

Objetivo: Explorar as evidências emergentes que relacionam as condições de saúde bucal com a mortalidade prematura e discutir as possíveis implicações clínicas para a odontologia e o manejo da saúde sistêmica.

Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura para sintetizar as evidências atuais sobre a relação entre o estado de saúde bucal e os desfechos de mortalidade. Estudos relevantes foram identificados por meio de buscas eletrônicas em bases de dados biomédicas importantes, incluindo PubMed, Scopus e Web of Science. Foram considerados estudos observacionais, revisões sistemáticas e metanálises que avaliaram associações entre doenças bucais, particularmente doença periodontal, perda dentária e condições inflamatórias orais, e mortalidade por todas as causas ou por causas específicas. Foram priorizados estudos publicados em inglês nas últimas duas décadas, a fim de refletir o entendimento científico contemporâneo.

Resultados: Evidências epidemiológicas acumuladas sugerem que a má saúde bucal pode estar associada a um aumento do risco de mortalidade prematura. Doença periodontal, perda dentária extensa e inflamação oral crônica têm sido associadas a condições sistêmicas como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e distúrbios respiratórios, que são importantes contribuintes para a mortalidade global. Os mecanismos biológicos propostos na literatura incluem a disseminação sistêmica de patógenos orais, inflamação crônica de baixo grau e desregulação imunológica. Diversos estudos de coorte longitudinais relatam que indivíduos com doença periodontal grave ou perda dentária significativa apresentam maior risco de mortalidade por todas as causas e por causas cardiovasculares em comparação com indivíduos com melhor estado de saúde bucal.

Conclusão: As evidências atuais sustentam o conceito de que a saúde bucal pode servir como um indicador relevante da saúde sistêmica e potencial preditor de mortalidade prematura. A integração da avaliação da saúde bucal em estratégias mais amplas de atenção à saúde pode contribuir para a identificação precoce de riscos sistêmicos e para a melhoria dos desfechos dos pacientes. São necessários mais estudos longitudinais e intervencionais bem delineados para esclarecer a causalidade e compreender melhor os mecanismos biológicos que ligam as doenças bucais à mortalidade.

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Referências

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Publicado

2026-04-13

Como Citar

dos Santos, P. G. S. T., Cavalcanti, M. C. de O., Chaves, J. D. de C., da Paz, M. L. B., Travassos, R. M. C., da Silva, V. C. R., Maciel, T. A., Alves, J., Cavalcanti, M. T. M. de O., Chaves, A. T. D., de Farias, P. A. V. M., & de Araújo, V. L. C. (2026). SAÚDE BUCAL COMO PREDITOR DE MORTALIDADE PREMATURA: EVIDÊNCIAS EMERGENTES E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS. Revista De Geopolítica, 17(4), e2086. https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-045