BURNOUT, COMPROMETIMENTO NO TRABALHO E CONSEQUÊNCIAS PSICOSSOCIAIS EM DIRETORES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-038Palavras-chave:
Burnout, Comprometimento no Trabalho, Consequências Psicossociais, Diretores TécnicosResumo
O burnout e o comprometimento no trabalho são construtos centrais para a compreensão da saúde mental e do bem-estar em contextos organizacionais marcados por elevada exigência emocional, como as organizações de intervenção social. Os diretores técnicos, ao acumularem funções de gestão, liderança e responsabilidade técnica, encontram-se particularmente expostos a riscos psicossociais que podem repercutir-se na sua saúde e na continuidade profissional. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre burnout, comprometimento e as suas consequências psicossociais em diretores técnicos de organizações de intervenção social. Trata-se de uma investigação quantitativa, de natureza transversal e correlacional, realizada com 228 participantes, utilizando o Maslach Burnout Inventory – Human Services Survey (MBI-HSS) e a Utrecht Work Engagement Scale (UWES-17). Os resultados evidenciaram a exaustão emocional como a dimensão do burnout mais associada à intenção de mudar de profissão, à menor satisfação com a vida e à perceção negativa da saúde. O comprometimento, especialmente o vigor, revelou-se um fator protetor, enquanto a realização pessoal contribuiu para a manutenção do envolvimento profissional. Conclui-se que a prevenção do desgaste emocional é fundamental para a sustentabilidade do exercício da direção técnica no setor social.
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