POLÍTICAS PÚBLICAS DE ATENÇÃO AO PACIENTE CRÍTICO E SEUS IMPACTOS SOBRE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS

Autores

  • Douglas Maciel de Jesus Gonçalves
  • Andrelina Lúcia de Paiva
  • Dayara de Souza Ramos
  • Luan Martins de Souza
  • Vinícius Caldas de Carvalho Ferreira
  • Carlos Lapatiuk
  • Carla Emanuele Lopatiuk
  • Yasmim Ingrid Nascimento Soares
  • Ana Claudia Rodrigues da Silva
  • Gilmara Andrade da Silva
  • Rafael Mesquita Guedes
  • Aissa Katrin Alves Golda
  • Thiemmy de Souza Almeida Guedes
  • Thamiles Andrade Santiago
  • Luciara Barbosa de Azevedo Albuquerque

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-025

Palavras-chave:

Equidade em Saúde, Populações Vulneráveis, Políticas Públicas de Saúde, Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

INTRODUÇÃO: As políticas públicas de atenção ao paciente crítico têm papel fundamental na organização dos serviços de saúde, especialmente em contextos de alta complexidade, como unidades de terapia intensiva (UTI) e serviços de urgência e emergência. No Brasil, essas políticas são estruturadas principalmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), visando garantir acesso universal, integralidade do cuidado e equidade. Para populações vulneráveis, como pessoas em situação de pobreza, idosos, populações negras, indígenas e residentes em áreas remotas, tais políticas podem reduzir desigualdades no acesso ao cuidado intensivo, melhorar desfechos clínicos e diminuir taxas de mortalidade evitável. OBJETIVO: Descrever as políticas públicas de atenção ao paciente crítico e seus impactos sobre populações vulneráveis. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada em bases de dados científicas nacionais e internacionais, como SciELO, LILACS e PubMed. Utilizaram-se descritores controlados do DeCS/MeSH: “Políticas Públicas de Saúde”, “Unidade de Terapia Intensiva”, “Populações Vulneráveis” e “Equidade em Saúde”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que abordassem políticas públicas relacionadas à atenção ao paciente crítico e seus impactos sociais ou populacionais. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos e artigos que não apresentassem relação direta com o tema proposto. RESULTADOS: Foram analisados 17 artigos. Os estudos analisados evidenciaram que políticas de regionalização da atenção, ampliação de leitos de UTI, fortalecimento das redes de urgência e emergência e financiamento público adequado contribuem para a melhoria do acesso ao cuidado intensivo. Observou-se impacto positivo na redução de desigualdades regionais e sociais, especialmente quando associadas a protocolos clínicos e estratégias de regulação do acesso. Contudo, persistem limitações estruturais e de recursos humanos em regiões mais vulneráveis. DISCUSSÃO: Os achados demonstram que, embora as políticas públicas avancem na promoção da equidade, sua efetividade depende da adequada implementação, monitoramento e financiamento contínuo. Barreiras como desigualdade territorial, insuficiência de profissionais especializados e fragilidade da infraestrutura ainda comprometem o cuidado ao paciente crítico em populações vulneráveis. A integração entre níveis de atenção e a qualificação da gestão são fatores decisivos para melhores resultados. CONCLUSÃO: Conclui-se que as políticas públicas de atenção ao paciente crítico exercem impacto significativo sobre populações vulneráveis, contribuindo para a redução de iniquidades em saúde. Entretanto, é necessário fortalecer a implementação dessas políticas, com foco na equidade, na ampliação do acesso e na melhoria da qualidade do cuidado, garantindo atenção crítica efetiva e humanizada para todos.

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Referências

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Publicado

2026-01-12

Como Citar

Gonçalves, D. M. de J., de Paiva, A. L., Ramos, D. de S., de Souza, L. M., Ferreira, V. C. de C., Lapatiuk, C., Lopatiuk, C. E., Soares, Y. I. N., da Silva, A. C. R., da Silva, G. A., Guedes, R. M., Golda, A. K. A., Guedes, T. de S. A., Santiago, T. A., & Albuquerque, L. B. de A. (2026). POLÍTICAS PÚBLICAS DE ATENÇÃO AO PACIENTE CRÍTICO E SEUS IMPACTOS SOBRE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS. Revista De Geopolítica, 17(1), e1251. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-025