ANÁLISE DO DESFECHO CLÍNICO DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM SEPSE EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-049Palavras-chave:
Unidades de Terapia Intensiva, Enfermagem, Sepse, Protocolos ClínicosResumo
O prognóstico de pacientes com sepse é influenciado por diversos fatores. Além da letalidade, a interferência na qualidade de vida após o diagnóstico de sepse também precisa ser considerada, visto que os pacientes acometidos por esta condição clínica tornam-se susceptíveis a qualquer outro tipo de complicação. Por isso, o objetivo do estudo foi analisar o desfecho clínico do protocolo de sepse dos pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva. Para isso, realizou-se um estudo coorte retrospectivo, de natureza quantitativa, realizado em um hospital no Rio de Janeiro, Brasil. Analisou-se 146 prontuários de pacientes adultos diagnosticados com sepse a partir da abertura do protocolo de sepse na unidade de terapia intensiva de março a dezembro de 2024. A análise foi realizada no programa IBM SPSS Statistics®, versão 30.0.0. Evidenciou-se elevada mortalidade por sepse na unidade de terapia intensiva, destacando a idade 70 anos ou mais como principal fator associado. A presença de comorbidades, gênero e uso de ventilação mecânica, não apresentaram associação significativa com o desfecho, embora algumas tenham demonstrado tendência de maior risco. A prevalência de condições crônicas, especialmente hipertensão e diabetes, corroboram o perfil descrito na literatura. Concluiu-se que a sepse associa-se a mortalidade independente das características clínicas de maneira isolada.
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Referências
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