ANÁLISE DO DESFECHO CLÍNICO DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM SEPSE EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

  • Mariana Tavares da Silva
  • Katiane Lessia Dias dos Santos
  • Marianna Victoriano Martins Rial
  • Priscila Alfradique de Souza
  • Hugo de Andrade Peixoto
  • Daniela da Silva Araujo Basilio

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-049

Palavras-chave:

Unidades de Terapia Intensiva, Enfermagem, Sepse, Protocolos Clínicos

Resumo

O prognóstico de pacientes com sepse é influenciado por diversos fatores. Além  da  letalidade, a interferência na qualidade de vida após o diagnóstico de sepse também precisa ser considerada, visto que os pacientes acometidos por esta condição clínica tornam-se susceptíveis a qualquer outro tipo de complicação. Por isso, o objetivo do estudo foi analisar o desfecho clínico do protocolo de sepse dos pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva. Para isso, realizou-se um estudo coorte retrospectivo, de natureza quantitativa, realizado em um hospital no Rio de Janeiro, Brasil. Analisou-se 146 prontuários de pacientes adultos diagnosticados com sepse a partir da abertura do protocolo de sepse na unidade de terapia intensiva de março a dezembro de 2024. A análise foi realizada no programa IBM SPSS Statistics®, versão 30.0.0. Evidenciou-se elevada mortalidade por sepse na unidade de terapia intensiva, destacando a idade 70 anos ou mais como principal fator associado. A presença de comorbidades, gênero e uso de ventilação mecânica, não apresentaram associação significativa com o desfecho, embora algumas tenham demonstrado tendência de maior risco. A prevalência de condições crônicas, especialmente hipertensão e diabetes, corroboram o perfil descrito na literatura. Concluiu-se que a sepse associa-se a mortalidade independente das características clínicas de maneira isolada.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALMEIDA, N.R.C. et al. Análise de tendência de mortalidade por sepse no Brasil e por regiões de 2010 a 2019. Rev. Saúde Pública, [s. l.], v. 56, n. 25, 2021. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/rsp/2022.v56/25/pt. Acesso em: 17 fev. 2025.

BITTENCOURT, C.M. et al. Prevalência e fatores associados ao continuum da sepse em unidade de terapia intensiva adulto. Rev Enferm Contemp., [S. l.], v. 13, p. 252-261, 27 set. 2024. Disponível em: http://dx.doi.org/10.17267/2317- 3378rec.2024.e5743 . Acesso em: 10 set. 2025.

BRITO, J.S. et al. Identificação precoce da sepse pela equipe de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva através dos sinais e sintomas: revisão narrativa. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 1-7, 18 fev. 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/25855/23146. Acesso em: 30 jan. 2025.

CARVALHO, M.K.R; CARVALHO, M.R.D. Prevalência de sepse em um centro de terapia intensiva de um hospital de ensino. Enfermagem em Foco, [s. l.], v. 12, ed. 3, p. 582-587, 2021. DOI https://doi.org/10.21675/2357-707X.2021.v12.n3.4382. Disponível em: http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/4382/1206. Acesso em: 5 fev. 02025.

DAVID, C. et al. Perfil clínico e assistencial de pacientes com sepse/choque séptico internados em terapia intensiva: estudo retrospectivo. Cuidado é fundamental, [s. l.], 2025. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/13739/13221. Acesso em: 21 nov. 2025.

DINIZ P.G. et al. DIRETRIZES E RECOMENDAÇÕES PARA O USO DA VENTILAÇÃO MECÂNICA EM PACIENTES SÉPTICOS: REVISÃO DA LITERATURA. Rev Remecs., [S. l.], v. 9, n. 15, p. 252-261, 13 dez. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.24281/rremecs2024.9.15.252261. Acesso em: 11 set. 2025.

FONTENELE, R.D; COSTA, C.L. Resistência antimicrobiana: os desafios nas infecções bacterianas multirresistentes no Brasil. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 11347-11357, 1 jun. 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60348/43611. Acesso em: 11 set. 2025.

FREITAS, M.F.A. et al. Fatores associados ao desenvolvimento de sepse em pacientes internados em terapia intensiva cirúrgica: estudo retrospectivo. Ciência, Cuidado & Saúde. 2022. [s. l.], v. 20, p. 1-7. Disponível em: https://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-38612021000100227#B7. Acesso em: 5 fev. 2025.

GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2008. Disponível em: https://ayanrafael.com/wp-content/uploads/2011/08/gil-a-c-mc3a9todos-e-tc3a9cnicas-de-pesquisa-social.pdf?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 5 dez. 2025.

GONDIM, D.G.M. et al. Conhecimento do enfermeiro em protocolo de sepse na unidade de terapia intensiva. Revista da Faculdade Paulo Picanço, [s. l.], v. 4, n. 2, 2024. Disponível em: https://revistadeodontologia.facpp.edu.br/index.php/rfpp/article/view/111/148. Acesso em: 5 fev. 2025.

INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. Programa de melhoria de qualidade: Protocolos gerenciados de sepse - Relatório nacional 2020. [S. l.], 2020. Disponível em: https://ilas.org.br. Acesso em: 08 mar. 2025.

INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. Programa de melhoria de qualidade: Protocolos gerenciados de sepse - Relatório nacional 2023. [S. l.], 2023. Disponível em: https://ilas.org.br/relatorio-nacional-2023/. Acesso em: 11 set. 2025.

OLIVEIRA, M.A, VELLARDE, G.C, SÁ R.A.M. Entendendo a pesquisa clínica III: estudos de coorte. Femina. 2015. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-763819 Acesso em 14 dez. 2025.

PEREIRA, M..D.F. et al. Análise da mortalidade por Sepse no Brasil. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, [s. l.], v. 17, n. 2, 2024. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/5457/3614. Acesso em: 16 fev. 2025.

PEREIRA, P.D.P. et al. Aspectos clínicos e medidas de desfecho em pacientes classificados como sepse possível no departamento de emergência de um hospital terciário brasileiro. Research, Society And Development, [s. l.], v. 12, n. 10, p. 1-12, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/43605. Acesso em: 10 fev. 2025.

RODRIGUES, D.A.S. et al. Sepse em um hospital escola: característica dos pacientes, origem da infecção e desfecho. Prática e pesquisa, [s. l.], v. 6, p. 86-96, 2023. Disponível em: https://www.editoracientifica.com.br/books/chapter/230513056. Acesso em: 10 fev. 2025.

ROMANO, P.C.F. Sepse e choque séptico na UTI: avaliação da qualidade de vida após a alta hospitalar. Revista Científica do Hospital Santa Rosa, [s. l.], n. 14, 18 fev. 2025. Disponível em: https://www.revistacoorte.com.br/index.php/coorte/article/view/250/169. Acesso em: 18 fev. 2025.

SANTANA, C.O. Deterioração clínica no código sepse em pacientes graves: estudo retrospectivo. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, [s. l.], v. 7, n. 15, p. 1-12, 2024. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/1453/1223. Acesso em: 10 fev. 2025.

SANTOS, M.R. et al. Mortes por sepse: causas básicas do óbito após investigação em 60 municípios do Brasil em 2017. REV BRAS EPIDEMIOL, [s. l.], v. 22, n. 3, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepid/a/Cgzjb3tpGSZjspvqJphZG7C/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 nov. 2025.

SILVA, B.V.M.C. et al. Sepse: Um estudo sobre o pacote da primeira hora. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [s. l.], v. 6, p. 2614-2623, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3600/3771. Acesso em: 5 fev. 2025.

Downloads

Publicado

2026-01-12

Como Citar

da Silva, M. T., dos Santos, K. L. D., Rial, M. V. M., de Souza, P. A., Peixoto, H. de A., & Basilio, D. da S. A. (2026). ANÁLISE DO DESFECHO CLÍNICO DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM SEPSE EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Revista De Geopolítica, 17(1), e1287. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-049