PERCEPÇÃO DE RISCO GEOLÓGICO NO ENSINO: ESPACIALIZANDO OS RISCOS SOCIOAMBIENTAIS NA ILHA DE OUTEIRO, BELÉM – PA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-070Palavras-chave:
Risco de Erosão, Cartografia Social, Educação Ambiental, Ilha de OuteiroResumo
A Ilha de Caratateua (Outeiro) em Belém/PA passa por processos erosivos de ordem costeira, causando prejuízos ambientais e materiais. No local foram identificados três pontos de monitoramento o que levou a interdição de alguns trechos da via Beira Mar, conforme recomendação do SGB/CPRM. A pesquisa traz a elaboração de uma cartografia social participativa, com o objetivo de espacializar os riscos socioambientais do trecho mencionado e suas percepções de risco geológico com estudantes da EMEFM Prof. Eidorfe Moreira, localizada no bairro de São João de Outeiro. O objetivo dessa pesquisa é verificar possíveis ocorrências de deslizamento por meio de erosão geológica em um pequeno trecho da Avenida Beira-Mar, para a produção de um material, sendo ele; o mapeamento através da cartografia socioambiental em formato impresso (mapas/cartilha) e digital (site-blog-PDF). A aplicação da metodologia de pesquisa se constituiu de 5 (cinco) etapas básicas conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) de forma adaptada em contextos educacionais, Os resultados da Cartografia Social de espacialização dos riscos socioambientais ampararam a materialização do pensar e agir por meio de metodologias que incorporam a participação ativa nas análises de mapas, fotografias, entrevistas, tabelas e gráficos, tornando mais significativa para estudantes, pondo-se em prática a avaliação formativa, na qual o aluno torna-se sujeito de sua aprendizagem e o professor assume o papel de mediador do processo, pois acompanha todos os passos do educando, podendo auxiliá-lo em suas dificuldades.
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