A EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE RECICLAGEM E O FOMENTO ÀS COOPERATIVAS DE TRABALHO

Autores

  • Juliane Grassi de Lemos
  • Jairo Alfredo Genz Bolter
  • Jaqueline Mallmann Haas

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-019

Palavras-chave:

Cooperativas de Catadores, Políticas Públicas, Reciclagem, Teoria dos Fluxos Múltiplos, Sustentabilidade

Resumo

Este artigo analisa as trajetórias das políticas públicas de reciclagem no Brasil que resultaram na formação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, utilizando a Teoria dos Fluxos Múltiplos de Kingdon como base teórica. O manejo inadequado dos resíduos sólidos e a vulnerabilidade social dos catadores foram fatores essenciais para a inclusão da reciclagem na agenda política brasileira. O objetivo deste estudo é investigar e avaliar o desenvolvimento das políticas públicas que promoveram a criação e o fortalecimento dessas cooperativas, identificando os principais marcos históricos, atores envolvidos e resultados alcançados. A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica, na qual foram revisados livros, artigos acadêmicos e relatórios de políticas públicas, permitindo mapear os principais marcos legais e as ações governamentais implementadas. Os resultados mostram que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, foi um marco significativo ao reconhecer o papel das cooperativas e estabelecer a responsabilidade compartilhada ao longo do ciclo de vida dos produtos. A conclusão destaca a importância das cooperativas como agentes de inclusão social e sustentabilidade, apesar dos desafios persistentes, como a falta de apoio financeiro contínuo e infraestrutura adequada. O fortalecimento dessas cooperativas, por meio de políticas consistentes e parcerias estratégicas, é fundamental para maximizar seu potencial na economia circular e na promoção da justiça social.

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Publicado

2026-03-05

Como Citar

de Lemos, J. G., Bolter, J. A. G., & Haas, J. M. (2026). A EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE RECICLAGEM E O FOMENTO ÀS COOPERATIVAS DE TRABALHO. Revista De Geopolítica, 17(3), e1740 . https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-019