INTELIGÊNCIA TERRITORIAL EM CIDADE MÉDIA TURÍSTICA: LIMITES INSTITUCIONAIS AO DTI EM CALDAS NOVAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-083Palavras-chave:
Inteligência Territorial, Planejamento Urbano, Caldas Novas, Destinos Turísticos Inteligentes, Governança de DadosResumo
O presente artigo analisa como a inteligência territorial e o uso estratégico de dados são fundamentais para o planejamento urbano moderno, especialmente em cidades médias voltadas ao turismo. Utilizando o município de Caldas Novas (GO) como objeto central, a pesquisa investiga se a digitalização de serviços e a existência de marcos legais, como a tributação de plataformas de aluguel por temporada, resultam em uma gestão eficiente. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, baseada em análise documental e verificação institucional in loco em órgãos municipais e de emergência. O estudo argumenta que a inovação tecnológica isolada é insuficiente, pois a verdadeira governança exige a interoperabilidade de sistemas e a centralização de informações entre diferentes secretarias. Os resultados indicam que, embora existam avanços normativos, a fragmentação administrativa e a falta de análise georreferenciada impedem a consolidação de um Destino Turístico Inteligente (DTI). Conclui-se que o maior desafio para essas cidades não é a aquisição de ferramentas digitais, mas sim a superação de limites institucionais para transformar dados dispersos em estratégias de desenvolvimento regional.
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