THE SOCIAL FUNCTION OF PROPERTY AND THE CONTRIBUTION OF NEW CONFLICT RESOLUTION TECHNIQUES
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-028Keywords:
Human Dignity, Social Function of Property, Right to the City, Urban Policies, Land Conciliation/MediationAbstract
This article examines the dignity of the human person as a structuring principle of Brazilian Constitutional Law and its impact on shaping the social function of urban property. Since the 1988 Federal Constitution, the human person has occupied a central position in the legal system, functioning as a parameter for the validity, interpretation, and application of norms. In this context, private property ceases to be conceived as an absolute right, being conditioned upon the fulfillment of its social function. The social function operates as a material limit to the exercise of ownership, harmonizing individual rights with the interest in urban space, marked by socio-spatial inequalities, real estate speculation, and territorial exclusion. The city is understood as a space for the realization of fundamental social rights (housing, mobility, sanitation, health, and education), with equitable access to urban space being a condition for the effective realization of human dignity. The City Statute (Law No. 10.257/2011) consolidates the urban constitutional order by establishing instruments aimed at promoting the social function of property and the democratic management of the city. The Master Plan, Special Zones of Social Interest, land regularization mechanisms, and instruments to encourage the proper use of urban land stand out. The experience of the Municipality of São Paulo demonstrates the concrete application of these instruments in an attempt to address socio-spatial segregation and promote territorial inclusion. The work also analyzes the conflict between private property and collective interest as an inherent tension in the Democratic Rule of Law, solvable through constitutional balancing guided by the principles of proportionality and social justice. From this perspective, appropriate means of conflict resolution – especially mediation and conciliation – are presented as effective instruments for resolving urban land conflicts, allowing for participatory, humanized solutions compatible with human dignity. It is observed that the realization of human dignity in urban space depends on the integration of constitutional norms, productive urban public policies, and consensual conflict resolution mechanisms, aiming at the construction of more just, inclusive, and socially oriented cities.
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