EL ROL DE LA RED DE ATENCIÓN A MUJERES EN SITUACIÓN DE VIOLENCIA Y SUS LIMITACIONES EN LA PREVENCIÓN DEL FEMINICIDIO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-104Palabras clave:
Violencia Contra las Mujeres, Femicidio, Red de Atención, Atención Primaria de Salud, Políticas Públicas de SaludResumen
Considerando que la violencia contra las mujeres constituye una grave violación de los derechos humanos y un importante problema de salud pública, el feminicidio representa su resultado más extremo, revelando fallas persistentes en los mecanismos de protección estatal. En Brasil, a pesar de la existencia de marcos legales y regulatorios sólidos, la recurrencia de muertes evitables destaca limitaciones en el desempeño de la Red de Atención a Mujeres en Situación de Violencia. Este estudio tiene como objetivo analizar el desempeño de esta red e identificar sus limitaciones en la prevención del feminicidio, contextualizando la magnitud de la violencia con base en indicadores nacionales, describiendo el papel atribuido a la Atención Primaria de Salud y otros puntos de la red, así como examinando obstáculos que dificultan la recepción, la evaluación de riesgos, la protección y la continuidad de la atención. Para ello, se realiza un estudio teórico-analítico con un enfoque cualitativo, basado en una revisión narrativa de la literatura científica y el análisis documental de la legislación, normativa y directrices institucionales nacionales e internacionales. Así, se observa que las principales limitaciones de la red no se derivan de la ausencia de directrices, sino de la fragilidad de la gobernanza intersectorial, la asimetría territorial en la capacidad de respuesta, la discontinuidad de la atención y el uso incipiente de la información generada para fines de vigilancia y prevención. Esto lleva a la conclusión de que la prevención del feminicidio requiere el fortalecimiento efectivo de la Red de Atención, con integración intersectorial, la mejora continua de las prácticas de salud y el compromiso institucional con respuestas continuas y territorialmente sensibles.
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Referencias
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