EL CIUDADANO CONSUMISTA Y EL CIUDADANO-CONSUMIDOR: DIGNIFICACIÓN, EN LA POSMODERNIDAD, A TRAVÉS DEL DERECHO DEL CONSUMIDOR

Autores/as

  • Caio Pacca Ferraz de Camargo
  • Taysa Pacca Ferraz de Camargo
  • Luiz Fernando Afonso

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-136

Palabras clave:

Ciudadanía, Posmodernidad, Código de Protección al Consumidor

Resumen

La comprensión de la ciudadanía se ha desvinculado de su noción estrictamente ligada a la nacionalidad para designar un fenómeno más complejo, conectado con la realización integral de los derechos fundamentales (políticos, civiles y sociales), que, en gran medida, siempre ha dependido de las prerrogativas y el potencial del Estado. Por otro lado, los tiempos contemporáneos han puesto de manifiesto las limitaciones del Estado en un escenario de competencia económica globalizada. La posmodernidad, al diluir la modernidad, ha debilitado el vínculo que unía a los individuos con los proyectos colectivos, sumiéndolos en una búsqueda desesperada de identidad, mitigada por el acto de consumir bienes y servicios. Si bien el consumo también es vital para la dignidad humana, cuando se lleva a cabo de manera que llena este vacío de identidad, es mucho más fruto de una voluntad vacía que, por ser así, ni siquiera es voluntad en absoluto. De este modo, la condición humana se reduce a la de consumidor, debilitando la ciudadanía. En Brasil, la posibilidad de modificar esta tendencia se ha hecho posible, en cierta medida, gracias a las herramientas que ofrecen el Código de Protección al Consumidor, el Marco Civil da Internet (Carta de Derechos de Internet de Brasil) y la Ley General de Protección de Datos. De esta forma, se ha aprovechado el informacionalismo para que los consumidores se perciban a sí mismos como ciudadanos, o mejor dicho, como ciudadanos que consumen, y no simplemente como ciudadanos consumizados.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Trad. Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

BERCOVICI, Gilberto. Revolution trough Constitution: the Brazilian’s directive Constitution debate. Revista de Investigações Constitucionais, Curitiba, vol. 1, n. 1, p. 7-18, jan./abr. 2014.

BONAVIDES, Paulo. Ciência política. 10 ed. São Paulo: Malheiros, 2001.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em 22 Jun. 2021.

____. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em 22 Jun. 2021.

____. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Marco Civil da Internet. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm. Acesso em 22 Jun. 2021.

____. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em 22 Jun. 2021.

CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e Cidadãos. 8. Ed. Rio de Janeiro: editora UHFRJ, 2010.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 10. Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 8. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. V. 1.

DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. 24. Ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

DE LUCCA, Newton. Aspectos atuais da proteção aos consumidores no âmbito dos contratos informáticos e telemáticos In: DE LUCCA, Newton; SIMÃO FILHO, Adalberto. Direito & Internet: aspectos jurídicos relevantes. São Paulo: Quartier Latin, 2008. Vol. II

DIREITO, Carlos Alberto Menezes. A proteção do consumidor na sociedade da informação: atualidades e perspectivas. Revista do Superior Tribunal de Justiça. Edição Comemorativa, 1999. v. 6 p. 403-415.

DOMINIQUINI, Eliete Doretto; BENACCHIO, Marcelo. Ordenação da economia para a proteção dos direitos humanos: função estatal e comando constitucional. Revista Prisma Jurídico, v. 15, nº 1, 2016.

FILOMENO, José Geraldo Brito. Manual de direitos do consumidor. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

FRIEDRICH, Tatyana Sheila; REIS, M. Concepção e Caracterização da Apatridia: uma análise a partir dos pressupostos teóricos-valorativos do seu enfrentamento. In: Geziela Iensue; Luciani Coimbra de Carvalho. (Org.). A Ordem Internacional no século XXI: Direitos Humanos, Migração e Cooperação Jurídica. 1ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017, v. 1.

GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Técnicas adequadas à litigiosidade coletiva e repetitiva 2. Tutela jurisdicional metaindividual e direitos heterogêneos. Revista de Processo, REPRO VOL. 256 (JUNHO 2016).

LYOTARD, Jean-François. A condição pós-moderna. 12 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009.

NOHARA, Irene Patrícia. Reforma Administrativa e Burocracia: impacto da eficiência na configuração do Direito Administrativo brasileiro. São Paulo: Atlas, 2012.

SMANIO, Gianpaolo Poggio. Legitimidade Jurídica das Politicas Publicas: A efetivação da Cidadania. In: BERTOLIN, Patrícia Tuma; SMANIO, Gianpaolo Poggio (coords.). O Direito e as Políticas Públicas no Brasil. São Paulo: Atlas, 2013.

Publicado

2026-03-18

Cómo citar

de Camargo, C. P. F., de Camargo, T. P. F., & Afonso, L. F. (2026). EL CIUDADANO CONSUMISTA Y EL CIUDADANO-CONSUMIDOR: DIGNIFICACIÓN, EN LA POSMODERNIDAD, A TRAVÉS DEL DERECHO DEL CONSUMIDOR. Revista De Geopolítica, 17(3), e1898. https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-136