PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS ATENDIDAS NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – UPA NO MUNICÍPIO DE GURUPI – TOCANTINS

Autores

  • Daniela de Souza Silva
  • Gustavo José Von Glehn dos Santos
  • Fábio Pegoraro
  • Jessyka Viana Valadares Franco

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-105

Palavras-chave:

Urgência e Emergência, Epidemiologia, Pediatria

Resumo

INTRODUÇÃO: Epidemiologicamente as crianças representam de maneira geral, a maior fração da população mundial, sendo que, a população de crianças e adolescentes menores de 15 anos perfazem 1,8 bilhão (28%) dos 6,4 bilhões de pessoas viventes no mundo. No entanto, há uma ampla variação de problemas de saúde com as crianças que oscilam entre as nações do mundo, na vinculação de inúmeros fatores, frequentemente relacionados entre si (STANTON; BEHRMAN, 2017). MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa da área da saúde, de abordagem bibliográfica, quantitativa, de natureza exploratória com caráter documental  na qual foram utilizadas Fichas Investigativas direcionadas para a coleta de dado numa população de zero a menores de 12 anos atendidas em uma unidade de pronto atendimento, tendo como benefícios da pesquisa uma estratégia educativa de distribuição de material educativo de prevenção de acidentes com crianças. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O presente estudo analisou um total de 312 crianças atendidas, sendo 109 (34,9%) do sexo feminino e 203 (65,1%) do sexo masculino. Esses dados refletem uma predominância do sexo masculino entre os atendimentos pediátricos registrados. Na analise de distribuição dos motivos por sexo, os meninos (203 casos; 65,1%) foram predominantes em todos os grupos, especialmente em acidentes (72 casos; 66,7%) e crises convulsivas (18 casos; 75%). Isso pode refletir diferenças comportamentais e sociais associadas ao gênero. As meninas (109 casos; 34,9%) apresentaram maior frequência relativa de infecções de vias urinárias (4 casos; 66,7%) e ansiedade (10 casos; 55,6%), sugerindo aspectos anatômicos e psicossociais como fatores contribuintes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Crianças menores de 5 anos estão mais suscetíveis a quedas, intoxicações e ingestão de corpos estranhos devido à curiosidade natural e menor supervisão em algumas situações. Quando analisamos a panorâmica quanto ao gênero, os estudos sugerem que meninos apresentam maior prevalência de acidentes, especialmente os relacionados a atividades de maior risco, como bicicletas e motocicletas. Os casos envolvendo veículos automotores e acidentes ofídicos apresentam maior potencial de evolução para situações críticas, reforçando a necessidade de triagem eficiente e cuidados especializados.

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Publicado

2026-01-23

Como Citar

Silva, D. de S., dos Santos, G. J. V. G., Pegoraro, F., & Franco, J. V. V. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS ATENDIDAS NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO – UPA NO MUNICÍPIO DE GURUPI – TOCANTINS. Revista De Geopolítica, 17(1), e1354. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-105