PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS PARA ESTUDANTES NEUROATÍPICOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-120Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Neurodiversidade, Práticas Pedagógicas, Formação Docente, Escola BásicaResumo
A presença crescente de estudantes neuroatípicos na escola básica tem ampliado os desafios pedagógicos e formativos enfrentados pelas instituições educacionais, exigindo a consolidação de práticas inclusivas que ultrapassem abordagens meramente integradoras ou compensatórias. Este artigo discute as práticas pedagógicas inclusivas voltadas a estudantes neuroatípicos, compreendendo a inclusão como princípio pedagógico, ético e político. Fundamentado em aportes teóricos da educação inclusiva, da psicologia histórico-cultural e da formação docente, o texto analisa a centralidade do professor, a mediação pedagógica, o trabalho colaborativo e a necessidade de apoio institucional como condições para a efetivação do direito à aprendizagem. Argumenta-se que práticas pedagógicas inclusivas, quando intencionalmente planejadas e sustentadas por políticas públicas e formação docente contínua, contribuem para a valorização da diversidade e para a construção de experiências educativas mais equitativas na escola básica.
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