AUTENTICIDADE NA ADOLESCÊNCIA: A MARGINALIZAÇÃO DO EU EM UM TEMPO DE TRANSIÇÃO, PERTENCIMENTO E CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA

Autores

  • Julia Fânzeres Caminha Mutschler
  • Lisienne de Morais Navarro Gonçalves Silva

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-123

Palavras-chave:

Adolescência, Autenticidade, Desenvolvimento Humano, Identidade, Subjetividade

Resumo

O presente estudo tem como objetivo aprofundar na elaboração do Eu em uma das fases simbolicamente mais marginalizadas, no sentido de ser deixada a margem, do desenvolvimento humano: a adolescência que constitui uma fase singular, marcada por intensas transformações biológicas, emocionais, sociais e simbólicas. A pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e teórico-analítica, é fundamentada em referenciais da Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Histórico-Cultural, Filosofia Social e Estudos Críticos da Subjetividade. Obras clássicas e contemporâneas de autores como Henri Wallon (1968), Lev Vygotsky (1999), Erik Erikson (1968), Audre Lorde (2019), Zygmunt Bauman (2001), Charles Taylor (2011) e Brené Brown (2019), foram selecionadas por sua relevância na discussão dos processos de identidade, autenticidade, pertencimento e constituição do sujeito na adolescência. O estudo propõe uma análise da autenticidade na adolescência a partir da noção de marginalização do Eu, compreendida não apenas como exclusão social, mas como um processo subjetivo no qual o adolescente é colocado à margem de si mesmo, de sua história infantil e de um lugar social legitimado. Problematiza-se como o pertencimento social, o ambiente midiático, a necessidade de encaixe, o luto do corpo infantil, o desejo de ser ouvido e o protagonismo interferem diretamente na construção do Eu Autêntico durante essa fase de transição. A pergunta que permeia esta pesquisa é como encorajar o adolescente a se reconhecer de maneira autêntica, mesmo vivenciando um momento de transição? Defende-se que a adolescência não deve ser compreendida como um “caos passageiro”, mas como um portal potente de reorganização subjetiva, cuja vivência no presente é fundamental para a autorregulação e para a consolidação da autenticidade.

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Mutschler, J. F. C., & Silva, L. de M. N. G. (2026). AUTENTICIDADE NA ADOLESCÊNCIA: A MARGINALIZAÇÃO DO EU EM UM TEMPO DE TRANSIÇÃO, PERTENCIMENTO E CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA. Revista De Geopolítica, 17(1), e1381. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-123