BARRAS DEPOSICIONAIS NA DINÂMICA FLUVIAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO SETE DE SETEMBRO - MATO GROSSO

Autores

  • Lourena de Araújo Félix
  • Leila Nalis Paiva da Silva Andrade

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-137

Palavras-chave:

Dinâmica Fluvial, Sedimentos, Granulometria, Geomorfologia Fluvial

Resumo

Este estudo analisa a dinâmica de formação das barras deposicionais no córrego Sete de Setembro, localizado no município de Reserva do Cabaçal, sudoeste de Mato Grosso, com base em pressupostos consolidados da Geomorfologia Fluvial. A pesquisa fundamenta-se em coletas sistemáticas de sedimentos realizadas em barras laterais e centrais ao longo do canal, associadas a análises granulométricas em laboratório, permitindo a caracterização textural e a interpretação dos processos hidrossedimentológicos atuantes. Os resultados indicam que a formação dessas feições está diretamente vinculada às variações sazonais da vazão, à energia do fluxo e à capacidade de transporte de sedimentos. Observou-se o predomínio de areias médias a grossas, além da presença significativa de seixos em determinados trechos, evidenciando pulsos de alta energia hidráulica responsáveis pela remobilização e redistribuição do material de fundo. A alternância entre períodos de maior deposição e remobilização sedimentar reflete o ajuste morfodinâmico contínuo do canal às condições hidrológicas da bacia. As barras deposicionais destacam-se, assim, como importantes geoformas indicadoras da dinâmica fluvial atual, influenciando a geometria do canal, a dispersão da energia do escoamento e a conectividade hidrossedimentológica. O estudo reforça a relevância dessas feições para a compreensão dos processos fluviais em ambientes de cabeceira e para o subsídio ao planejamento e manejo sustentável da bacia hidrográfica do córrego Sete de Setembro.

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Publicado

2026-01-28

Como Citar

Félix, L. de A., & Andrade, L. N. P. da S. (2026). BARRAS DEPOSICIONAIS NA DINÂMICA FLUVIAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO SETE DE SETEMBRO - MATO GROSSO. Revista De Geopolítica, 17(1), e1398. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-137