PALAVRAS QUE FEREM E PALAVRAS QUE SEMEIAM: UM ESTUDO FENOMENOLÓGICO NA UNIVERSIDADE DA MATURIDADE – POLO DE PALMEIRÓPOLIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-046Palavras-chave:
Linguagem Afetiva, Velhice, Universidade da Maturidade, Fenomenologia, Educação HumanizadaResumo
Este artigo apresenta uma investigação fenomenológica sobre a potência da linguagem na vida emocional de pessoas idosas vinculadas à Universidade da Maturidade (UMA), com foco na aula inaugural do segundo semestre de 2025 no Polo de Palmeirópolis. A partir de relatos espontâneos de acadêmicos durante uma atividade de escuta afetiva, o estudo analisa como palavras e expressões – positivas ou negativas – impactam subjetivamente os participantes, revelando feridas simbólicas, mas também sementes de valorização e afeto. Utilizando abordagem qualitativa e inspiração fenomenológica, os dados foram construídos a partir da vivência de campo, observação participante e análise reflexiva dos depoimentos. As discussões se articularam com autores que tratam da linguagem como prática simbólica, das relações de cuidado, empatia e envelhecimento ativo. Os resultados apontam que a linguagem, especialmente em contextos educativos para idosos, não apenas expressa sentimentos, mas também constitui identidades e media formas de pertencimento. A UMA emerge como espaço pedagógico de acolhimento, no qual a palavra atua como agente de cura, reconhecimento e cidadania. A pesquisa reafirma o valor das práticas educativas centradas na escuta sensível, na mediação empática e na valorização da trajetória dos sujeitos envelhecentes.
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