FÚTBOL AMATEUR E IDENTIDAD: UNA ETNOGRAFÍA DEL PROCESO DE FORMACIÓN DE LOS EQUIPOS DEL MIRANTE ESPORTE CLUBE EN PONTA GROSSA, PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-040Palabras clave:
Cultura Futbolística, Gestión, Disputa de Poder, Etnografía de Larga DuraciónResumen
El objetivo del estudio fue interpretar y analizar los sentidos y significados que forjan la identificación de los agentes sociales con lo que significa ser Mirante Esporte Clube, tratando de comprender si esto contribuye al mantenimiento de las actividades del club. Así, se optó por las orientaciones metodológicas de la etnografía, ya que guían a los investigadores en el proceso interpretativo del «punto de vista» y la «visión del mundo» de los individuos pertenecientes al grupo social investigado, a través de las interpretaciones de sus prácticas simbólicas. Se deduce que la longevidad del Mirante E. C. puede entenderse a través de las disputas internas por la definición del proyecto de futuro del club, impregnadas de afectividad y sentimientos de identificación con los símbolos del club. De este modo, entre los recuerdos del pasado de los veteranos y la esperanza subjetiva (casi mística) de que todo es posible a través de un grupo que se reconoce como una familia, los símbolos, normas y leyes que rigen este espacio social siguen reproduciéndose, legitimando simbólicamente el fútbol amateur como una práctica indispensable en la vida cotidiana de estos agentes sociales.
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