PERSPECTIVAS DE LA EDUCACIÓN CONTINUA EN SALUD EN LA ATENCIÓN PRIMARIA DE SALUD: UNA REVISIÓN BIBLIOGRÁFICA A LA LUZ DEL ANÁLISIS CRÍTICO DEL DISCURSO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-092Palabras clave:
Educación Permanente en Salud, Análisis Crítico del Discurso, Atención Primaria de SaludResumen
La Educación Permanente en Salud (EPS) constituye una estrategia fundamental para la cualificación de los procesos de trabajo en el Sistema Único de Salud (SUS), especialmente en el ámbito de la Atención Primaria de Salud (APS). Sin embargo, su implementación aún presenta desafíos relacionados con las condiciones institucionales, organizativas y discursivas que atraviesan el día a día de los servicios. El presente estudio tiene como objetivo analizar, a la luz del Análisis Crítico del Discurso (ACD), cómo se construye discursivamente la Educación Permanente en Salud en la literatura científica reciente y qué significados se atribuyen a su operacionalización en los procesos de trabajo de la APS. Se trata de una revisión bibliográfica de enfoque cualitativo, con búsquedas realizadas en las bases SciELO, LILACS, Biblioteca Virtual en Salud y PubMed, que abarca artículos publicados entre 2019 y 2025. Tras la aplicación de los criterios de inclusión y exclusión, 12 estudios compusieron el corpus de análisis. Los resultados evidencian que la EPS se representa a menudo mediante discursos normativos e instrumentalizados, alejándose de su potencial crítico y transformador. Por el contrario, surgen discursos que la entienden como una práctica colectiva, reflexiva e integrada en el día a día del trabajo en salud. Se concluye que el Análisis Crítico del Discurso constituye un potente referente para comprender las disputas de sentido en torno a la EPS y para fortalecer las prácticas educativas comprometidas con la transformación social y la consolidación de los principios del SUS.
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